13 January, 2018

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Cristina Vieira's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

27 March, 2012

Síndrome do Coração Partido. ou Síndrome de Takotsubo.


Pois é....para quem já desconfiava, existe mesmo
Síndrome do Coração Partido. ou Síndrome de Takotsubo. E dói.

->disfunção transitória do ventrículo esquerdo com dor torácica, alterações eletrocardiográficas e liberação discreta de enzimas mimetizando infarto agudo do miocárdio.
Conhecida cientificamente como Acinesia Apical Transitória, sua imagem no cateterismo.
a estimulação simpática exagerada tem sido proposta como um fator central na fisiopatologia. Pacientes com takotsubo têm maiores níveis de catecolaminas que pacientes com infarto com a mesma classe Killip. Diferenças regionais na sensibilidade ou na inervação adrenérgicas devem explicar apresentações clínicas diferentes e alterações segmentares. Finalmente, algumas investigações têm sugerido que o espessamento septal é um fator primordial na fisiopatologia da síndrome pela divisão do ventrículo esquerdo, o que resulta em balonamendo no ápice, promovendo um disparo secundário para liberação adrenérgica.
Os sintomas simulam um infarto agudo do miocárdio com dor no peito, menos intensa que o habitual, com alterações no eletrocardiograma e nas enzimas cardíacas. O ecocardiograma e a cinecoronariografia selam o diagnóstico, já que as artérias coronárias apresentam-se sempre normais, sem obstruções.
A reversibilidade da alteração contrátil do VE e a ausência de coronariopatia obstrutiva significativa são os aspectos marcantes para o diagnóstico, sendo que, em média, até o 18º dia do início dos sintomas observa-se o total restabelecimento da função ventricular, com variação de 3 a 50 dias.

22 February, 2012

Ervas aromáticas, "as amigas dos médicos e o elogio dos cozinheiros",




Ervas aromáticas: Novos aromas, mais sabor e propriedades terapêuticas
Cláudia Pinto

Têm uma carga histórica imponente mas nem todas as pessoas conhecem os seus reais benefícios. As ervas aromáticas são detentoras de propriedades que contribuem para prevenir algumas doenças e para promover a saúde em geral. Graça Raimundo, presidente da Associação Portuguesa de Dietistas (APD) explica-lhe como comprar ervas aromáticas de maior qualidade, sublinha as vantagens do seu consumo diário e ainda sugere uma receita fácil de preparar!
As ervas aromáticas têm sido amplamente utilizadas ao longo da história, tanto para fins culinários, como medicinais, ou até pelas suas propriedades conservantes. Os Sumérios, em 5000 a.C. usavam o tomilho pelas suas propriedades medicinais. No século IX, o Imperador Carlos Magno defendia que "as ervas aromáticas são o amigo dos médicos e os elogios dos cozinheiros", sugerindo precisamente a sua duplicidade de acções. "É reconhecida de longa data a relação entre a utilização das ervas aromáticas e o conceito de saúde, podendo ser consideradas uns dos primeiros alimentos funcionais", esclarece Graça Raimundo, dietista.

A utilização diária de ervas aromáticas na alimentação associa-se a vários benefícios. "Encorajam a diversificação na ingestão de alimentos, incentivando novas escolhas alimentares. A confecção de hortícolas, por exemplo, poderá beneficiar substancialmente, tornando-se muito mais apetitosa aquando da utilização de ervas aromáticas", defende a dietista. Além disso, estimulam o apetite ao aumentarem o sabor e aroma dos pratos. "Favorecem os métodos de confecção que pressupõem a utilização de uma quantidade reduzida de gorduras, além de aumentarem a biodisponibilidade de nutrientes e outros componentes biologicamente activos, tais como antioxidantes, verificando-se um efeito sinergético", adianta Graça Raimundo. As ervas aromáticas têm ainda o mérito de proporcionar uma diminuição do aporte de sódio, sendo uma excelente alternativa à adição de sal como tempero, "muito útil para os doentes com hipertensão, insuficiência cardíaca e insuficiência renal". Além de todas estas vantagens, diminuem os gases intestinais, facilitam a digestão e favorecem a conservação dos alimentos, como no caso do tomilho.

Graça Raimundo diz-nos ainda que as ervas aromáticas "apresentam contributos ao nível da saúde cardiovascular e metabólica, do envelhecimento saudável, na prevenção do cancro, na saúde mental e na cognição, dado o seu teor em antioxidantes e outros compostos bioactivos".

Como comprar?
No momento da compra devem escolher-se sempre as mais frescas e com aroma. "Se tiverem um caule curto, envolva-o em papel absorvente humedecido e guarde-as dentro de um saco de plástico no frigorífico de modo a que se conservem alguns dias", sugere a presidente da APD.
As ervas aromáticas frescas deverão ser armazenadas no frigorífico em embalagens de plástico parcialmente abertas e embrulhadas em pano ou papel, podendo deste modo prevenir o desenvolvimento microbiológico nas folhas. "Algumas plantas, como são oriundas de países com climas quentes poderão também ser conservadas com os seus caules mergulhados em água. As ervas aromáticas poderão ainda ser congeladas, podendo, no entanto, sofrer agressões por parte dos cristais de gelo, escurecendo e perdendo algum do seu poder aromático; e, finalmente, poderão ser submersas em óleo, de modo a minimizar a exposição ao oxigénio, sendo conservadas no frigorífico", esclarece Graça Raimundo.



Receita sugerida por Graça Raimundo. Quer experimentar? Borrego no forno com ervas aromáticas
- Comprar uma perna de borrego bem limpa de gorduras e peles.
- Barrar com uma mistura de salsa picada, e azeite.
- Colocar num tabuleiro e cobrir com uma cabeça de alhos esmurrados com pele, com uma pernada de alecrim e 3 folhas de louro.
- Reservar no frigorífico 24 horas.
- Depois, salpicar com sal marinho, pimenta preta moída na altura, e levar ao forno a uma temperatura de 90ºC, durante 3 horas. Mantenha-o coberto com folha de papel de alumínio.
- Ao fim desse tempo, aumentar o calor para 200ºC e borrifar com um pouco de vinho do Porto e deixar mais 30 minutos com o papel.
- Posteriormente, deve retirar o papel de alumínio, juntar e assar umas batatas pequenas.
- Deitar sempre o molho que se formou por cima até acabar de cozinhar.
- Servir com uma salada verde.


Propriedades das ervas aromáticas
- Eupéptica (estimulam os processos digestivos e facilitam a digestão) - alcaparras, louro, salva, alecrim, salsa, manjericão, tomilho, cominho e segurelha;
- Carminativas (evitam ou reduzem a produção de gases intestinais) - funcho, louro, tomilho, orégão e segurelha;
- Antisépticas (inibem o crescimento dos microrganismos) - alho, salva e tomilho.

Utilização adequada
O convite para novas experiências gastronómicas está feito. "Através da sua utilização, obtêm-se pratos apetecíveis e saborosos, originais e apelativos", diz-nos Graça Raimundo.
As ervas aromáticas frescas devem ser preparadas imediatamente antes da sua utilização.
Podem ser usadas para temperar e marinar os alimentos, adicionadas durante e no final da confecção, o que nos permite obter o máximo do seu sabor e aroma.
As ervas aromáticas secas/desidratadas podem ser adicionadas em qualquer momento da confecção.
A trituração/corte das ervas aromáticas aumenta a libertação do seu aroma.
Regra geral, aconselha-se a adição de uma quantidade modesta de ervas aromáticas.
Delicie-se com a sua utilização e obtenha pratos mais saborosos e saudáveis.

15 February, 2012

15 January, 2012

Rouquidão, porquê?




Rouquidão: Antes que a voz me doa




Quando algo não funciona bem na laringe, a voz fica rouca. A laringe é um conjunto de cartilagens, músculos e membranas mucosas que acomoda as cordas vocais. Se observadas de cima, as cordas direita e esquerda apresentam-se como uma estrutura em forma de «V», que abre para a traqueia. No fundo da traqueia, de cada lado, cada corda vocal está ligada a uma pequena cartilagem - a cartilagem aritenóide, à qual estão igualmente ligados pequenos músculos.
O controlo desses músculos é efectuado por dois ramos do nervo vago: o nervo laríngico recorrente e o nervo laríngico superior. Estes dois ramos são muito vulneráveis a ferimentos causados por pancadas, cirurgias ou outras causas. Se tal acontece, pode ocorrer a paralisia das cordas vocais, o que leva à rouquidão e outros sintomas associados a problemas do nervo laríngico.
A fonação é um processo complexo que produz o som da fala - as cordas vocais juntam-se no centro da laringe por intermédio dos músculos ligados às cartilagens aritenóides.
Assim, em condições normais, as cordas abrem-se e fecham-se suavemente, formando sons através dos seus movimentos vibratórios, mas quando o ar se escapa entre as ditas cordas, a voz ressente-se. Assim, as cordas vocais são sujeitas a forças elevadas pelo que são vulneráveis ao uso excessivo ou inadequado da voz.
Os factores que originam essa disfunção variam. Por exemplo, falar ou cantar muito alto ou por muito tempo pode resultar numa laringite, situação em que as cordas vocais ficam inflamadas ou irritadas e incham, provocando a rouquidão. O excesso frequente do uso das cordas vocais pode provocar danos ou a aparição de nódulos nas cordas vocais, o que provoca a rouquidão. Em suma, cansaço. Mas também uma doença como uma simples constipação pode originar uma laringite.

O abuso das cordas vocais pode estar na origem do desenvolvimento de pólipos - pequenas excrescências na membrana da mucosa - que interferem no movimento normal das cordas vocais, provocando rouquidão.
Fumar pode dar azo a uma inflamação crónica das cordas vocais, mas também à formação de nódulos que poderão em alguns casos tornar-se cancerígenos.
Daí que um fumador com rouquidão permanente deva consultar o médico para afastar situações mais complicadas, Outra causa da rouquidão poderá ser a subida do ácido do estômago, por vezes até à boca, irritando tudo no seu caminho, incluindo as cordas vocais.
Quando a rouquidão se prolonga para lá de duas ou três semanas, há que consultar um médico, e o mesmo devemos fazer quando a rouquidão surge associada a hemorragias, dificuldade em engolir, respirar ou se detecta algum nódulo estranho na garganta.
Nestes casos, o tempo escasseia, pois a voz rouca pode sinalizar algo mais grave, incluindo o cancro da laringe.
Nas afecções ligeiras provocadas pelo cansaço ou infecções respiratórias, o descanso é o único tratamento necessário. Quando surgem pólipos, a respectiva extracção resolve o problema; e se resulta de um afrouxamento das cordas vocais, uma intervenção cirúrgica pode torná-las mais tensas.

Recomendações
• Evite o fumo do tabaco.
• Evite falar muito alto e durante muito tempo.
• Evite o álcool e a cafeína, que desidratam o organismo, tornando a garganta mais seca.
• Beba muita água.
• Evite as comidas muito picantes.
• Evite cochichar, que exige ainda maior força das cordas vocais do que a fala normal.
• Inale vapor durante alguns minutos antes de se deitar. Enquanto dormir, faça funcionar um humidificador no seu quarto.
• Chupe rebuçados, de preferência sem açúcar, gargareje com água salgada ou masque uma pastilha para manter a garganta húmida.
• Evite clarificar a garganta e pigarrear, porque provoca vibrações anormais das cordas vocais, ao mesmo tempo que pode aumentar um eventual inchaço.

11 December, 2011

A Evolução das curvaturas




Porque temos problemas de coluna?
Rui Garganta

São vários os motivos que nos levam a ter problemas de coluna. Porventura, o mais importante está relacionado com a sua constituição.
Vejamos então: a coluna vertebral é formada por um conjunto de ossos sobrepostos que possuem, entre si, um anel fibroso que se designa por disco intervertebral. Este disco permite que a coluna realize uma série de movimentos, no entanto, tal como referimos no nº 2 desta revista (Dores de coluna quem as não tem?), a pressão sobre ele varia significativamente em função da posição do corpo.

Para além disso, podemos observar que a coluna é formada por várias curvaturas que se vão alternando para dentro (lordose) e para fora (cifose): a do pescoço (lordose), a das costas (cifose), a da zona lombar (lordose) e a da zona da anca (cifose).

A sua mobilização é feita por mais de 200 músculos que formam uma rede complexa e que permitem realizar movimentos em vários eixos e planos. Tal quantidade e complexidade confirmam a importância da componente muscular, isto é, se os músculos fossem pouco importantes não havia necessidade de serem tantos.
É importante salientar que a coluna vertebral do ser humano tem uma estrutura semelhante (número de ossos, músculos e articulações) à dos quadrúpedes (animais que se deslocam em quatro patas). Apesar disso, estes não têm problemas.
A sua grande vantagem é o facto da sua coluna não ter a pressão vertical resultante da posição bípede (de pé) e estar suportada por mais dois apoios, os quais distribuem melhor a carga sobre ela.
Esta problemática talvez seja mais fácil de entender a partir do conhecimento da sua "evolução": enquanto espécie (do quadrúpede ao bípede) e como homem (do nascimento à idade adulta).


"Evolução" das curvaturas

Antes de avançarmos com alguns pormenores, importa referir que a posição de marcha vertical é uma característica exclusiva do ser humano. As drásticas modificações decorrentes da passagem à posição bípede acarretaram consigo um conjunto de alterações que passamos a apresentar.

Nos animais quadrúpedes, a coluna vertebral apresenta apenas duas curvaturas: a do pescoço ou cervical (lordose, como no ser humano, mas menos acentuada) e a dorso-lombar, que forma uma cifose. A carga sobre ela está dividida por quatro apoios (2 mãos e 2 pés) e não existe grande mobilidade cervical, visto que os ossos do pescoço são bem mais largos e resistentes do que os do ser humano. Os quadrúpedes, quando andam, procuram ter, pelo menos, três apoios no chão, o que facilita imenso o equilíbrio e reduz, em muito, a carga sobre a coluna.

Com a posição bípede, adquirida há cerca de 4,5 milhões de anos, parte das referidas características foram perdidas e outras adquiridas. Perdemos, por exemplo, alguma da estabilidade na marcha e um pouco de equilíbrio. Por outro lado, adquirimos maior alcance, visto que os membros superiores livres nos permitem realizar um conjunto de tarefas sofisticadas, mesmo em movimento. Adquirimos também um campo de visão mais alargado, pois estamos num plano mais elevado e a cabeça move-se com maior amplitude e facilidade que nos quadrúpedes.

Do nascimento à idade adulta
Na barriga da mãe, o feto está enrolado sobre si mesmo e, por isso, a coluna vertebral tem a forma de um "C". Depois de o bebé nascer, e quando começa a gatinhar, forma-se outra curvatura, a da região do pescoço ou lordose cervical.
Esta consolida-se quando a criança consegue sentar-se, gatinhar e estender o pescoço para olhar em frente. A curvatura lombar (lordose) começa a desenvolver-se quando a criança dá os primeiros passos, e torna-se definitiva por volta dos 10 anos de idade.

Pensamos que agora é um pouco mais fácil compreender por que motivo os principais problemas de coluna se situam nas regiões cervical e lombar. Estas curvaturas, as lordoses, não são de "origem", transformaram-se no processo de "evolução" filogenética e alteram-se na evolução ontogenética. Como, em termos de evolução, são as curvaturas "mais recentes" as que apresentam um maior afastamento entre os corpos vertebrais e as que permitem uma maior mobilidade, sendo, por isso, mais propensas a lesões.

Por exemplo, a lordose cervical suporta e mobiliza a cabeça, cujo peso representa cerca de 9% do peso total do corpo. Permite também rotações com uma grande amplitude, aproximadamente 180 graus, para se poder olhar para o lado. Por sua vez, a lordose lombar, curvatura do fundo das costas, tem como missão compensar a curvatura torácica (da região do peito) e suportar todo o peso da parte superior do tronco e braços.
Esta região suporta cerca de 50% de todo o peso do corpo. A título de curiosidade podemos referir que um ser humano de 70 Kg "carrega" cerca de 35 Kg na 3ª vértebra lombar.
Por fim resta-nos referir que se não tiver cuidados diários com a sua coluna, ela tem muitas razões para lhe provocar problemas. Faça exercício físico para que os músculos não deixem de fazer a sua função.

Rui Garganta Professor universitário

Retinopatia diabética





Visão e diabetes: Retinopatia diabética pode ser evitada
Dr. José Henriques

É uma complicação ocular que surge nos diabéticos e a principal causa de cegueira evitável entre os 20 e os 64 anos. É por isso muito importante a realização de exames oftalmológicos a todos os diabéticos, pelo menos, uma vez por ano. Conheça melhor a retinopatia diabética.
O que é a retinopatia diabética (RD)?
A retinopatia diabética é uma complicação ocular da diabetes.
Os vasos sanguíneos da retina, uma camada constituída por células nervosas que reveste o interior do globo ocular ficam frágeis, rompem-se e provocam hemorragias com perda súbita da visão. É a chamada retinopatia diabética proliferativa.
Os vasos sanguíneos mais pequenos, os capilares, ao ficarem "doentes" permitem a passagem de sangue para o exterior. A retina fica "inchada" nesse local, e o doente começa a perder a visão lenta e irremediavelmente, se não tratado. É o chamado edema macular diabético.
Ambas as situações são denominadas de retinopatia diabética, que geralmente afecta os dois olhos. Se não forem tratadas a tempo, conduzem à cegueira.

O que é que sente o doente com retinopatia diabética?
Os sinais e sintomas da retinopatia diabética (RD) variam dependendo do estádio da doença.

Inicialmente não há qualquer sintoma. A doença evolui de forma silenciosa e o doente não se apercebe do risco que corre. Pode mesmo ter muito boa visão e estar em risco iminente de cegueira. Por isso, a acuidade visual, ou seja, a medição da sua visão, não deve ser usada, isoladamente, para o rastreio da RD, e daí a importância de os diabéticos consultarem o oftalmologista regularmente. No entanto, além de outros sintomas provocados pela RD, como já referimos, poderão surgir: visão enevoada, que impede de ver televisão, conhecer as pessoas a uma certa distância, ou ler; visão com manchas, "moscas volantes" e "flashes"; ou perda súbita de visão por hemorragia súbita dentro do olho.
Quem pode desenvolver a retinopatia diabética?
Todas as pessoas com diabetes, tipo 1 e tipo 2, podem desenvolver retinopatia diabética alguns anos após o início da doença. Daí a importância de todos os doentes realizarem, pelo menos uma vez por ano, o exame aos seus olhos.
As mulheres grávidas diabéticas também deverão ser sujeitas a exames aos olhos, o mais cedo possível e, posteriormente, de 3 em 3 meses.

Como saber se a diabetes já lesou os olhos?
A melhor forma de diagnosticar a retinopatia diabética passa pela realização de exames simples que permitam detectar lesões que possam ser tratadas atempadamente, identificando os diabéticos em risco de cegueira.
A avaliação com a pupila dilatada, realizada a todos os doentes diabéticos,pelo menos uma vez por ano, efectuada pelo médico oftalmologista, complementada ou não pelos exames referidos anteriormente, permite saber se há risco de cegueira e qual a necessidade e urgência do tratamento.
A detecção precoce da retinopatia diabética deverá ser realizada por quem?
A detecção precoce da RD deverá ser realizada pelos oftalmologistas, agentes de saúde vocacionados para cuidar da saúde da visão em Portugal, ou por ortoptistas - técnicos de saúde da visão que trabalham sob a coordenação dos médicos oftalmologistas e que realizam retinografias - fotografias do fundo do olho que serão depois avaliadas por médicos oftalmologistas especialmente treinados para fazer esta avaliação.

Deverá existir uma grande ligação e um canal de comunicação entre o oftalmologista e o médico de família. Os médicos de família têm um papel fundamental na informação e motivação do doente para a necessidade do diagnóstico e do tratamento precoces, antes que haja baixa da visão, bem como do controlo da glicemia, da pressão arterial e do colesterol.

É rentável investir na prevenção da RD?

A prevenção da RD é o maior investimento que cada diabético poderá fazer na saúde dos seus olhos, e para reduzir, a longo prazo, o risco de perda da visão, dado que a perda da qualidade de vida, do indivíduo e da família, relacionada com a baixa da visão que a RD provoca, é muito acentuada.
Como tratar a retinopatia diabética?
O tratamento da RD, além das medidas gerais já referidas, assenta no tratamento laser, combinado, se necessário, com outras medidas, como corticóides locais, medicamentos anti-VEGF ou cirurgia do vítreo e retina.

Dr. José Henriques, Médico oftalmologista do Instituto Gama Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa Interdisciplinar do Laser Médico

12 July, 2011

lábios- cuide bem deles

Muita gente se preocupa com a protecção da pele com o uso de fotoprotectores e hidratantes, o que é excelente, mas, algumas vezes, só nos lembramos dos lábios quando os sentimos ressequidos e gretados.



Os lábios são compostos por um tecido que faz a transição entre a mucosa da boca e a pele, com abundante musculatura e vascularização- o que lhe dá a cor vermelha- , revestidos por uma fina camada epidérmica, e que por isso, apresentam vulnerabilidades superiores às da pele. Por exemplo, ao contrário da pele, não apresentam glândulas sebáceas que os protejam com uma camada de gordura, não têm glândulas sudoriparas que os humedeçam - a hidratação é feita com a própria saliva-, não têm melanina que os proteja dos raios ultra violeta. Isto, obviamente, para dizer que os lábios merecem atenção especial se quisermos evitar aquele aspecto seco, desidratado, rugoso, às vezes gretado e desconfortável.


Posto isto......a palavra de ordem para os lábios em época de temperaturas extremas, tanto no frio como no calor, portanto, é usar e abusar dos batons. Neste caso, as mulheres já levam vantagem, espero, mas, os homens também têm ao seu dispor produtos hidratantes para lábios. É simples: um baton hidratante que todas as farmácias vendem e que não dão brilho nem cor, nem têm cheiro ou sabor. Uma coisa importante: Este tipo de hidratantes, aplicam-se não só no lábio propriamente dito, mas ao redor da boca para atingir a zona onde normalmente se formam aqueles vincos horriveis a que "simpaticamente" chamamos "codigo de barras". É uma boa forma de o evitar. literalmente besuntar a boca e região circundante com hidratante para lábios. se não se sentir confortável com esta aplicação durante o dia, faça-o à noite. Mas faça. Uns lábios macios e hidratados, bem.........fazem a diferença. Verdade?

Varizes- mais do que estética, um problema de saúde e bem estar.




Estamos na época do calor e, se para uns este facto constitui motivo de descanso convertido em longos dias deitados ao sol, para outros, nomeadamente aqueles que sofrem de insuficiência venosa dos membros inferiores objectivada através de dilatações venosas a que chamamos varizes, para esses, os dias de calor podem ser verdadeiros suplícios além das consequências para a saúde. As varizes são um problema crónico, com tendência hereditária, e que depois de instaladas são motivo de sofrimento, quer pelo desconforto, quer pela repercussão estética, ou mesmo, pela necessidade de tratamentos periódicos mais ou menos perturbadores da rotina diária. Não há uma cura, há um controlo da situação. Posto isto, torna-se obvia a necessidade de evitar o problema e existem, de facto, algumas medidas preventivas que podem ser utilizadas pelas pessoas com tendência familiar ou com actividades que favoreçam o seu aparecimento.



Em primeiro lugar, o que são varizes?
Varizes são dilatações das veias, principalmente das pernas e coxas, que, em consequência dessa dilatação se tornam tortuosas provocando saliências na pele sob a forma de nódulos . Podem apresentar-se de diversas formas:
1- Filiformes e avermelhadas, chamadas telangiectasias (vulgo derrames).
2- Um pouco maiores e azuladas mas sem fazer saliência na pele, conferindo-lhe um aspecto tipo mapa – varizes de médio calibre.
3- Nódulos volumosos, grossos e azulados, que ultrapassam o plano da pele – varizes de grosso calibre.
Normalmente, acometem mais as mulheres devido à influência das hormonas femininas e ao facto de terem menor massa muscular que os homens. A hereditariedade é também um factor importante na perturbação do refluxo venoso – se os pais ou familiares têm varizes, teremos uma probabilidade maior de as desenvolver. As pessoas obesas ou que tiveram várias gravidezes estão particularmente susceptíveis ao problema porque o excesso de peso dificulta a tarefa das veias; ou seja, quanto maior o volume da região abdominal, maior a obstrução ao fluxo venoso de retorno dos membros inferiores até ao coração.



Quais os sintomas característicos?
Os doentes podem experimentar um ou mais destes sintomas:
Dor; Cãibras; Sensação de peso; Cansaço; Formigueiro; Inchaço.
Alguns destes sintomas podem evoluir para complicações mais graves, incluindo:
inflamação (flebite); Formação de trombos (trombose venosa profunda);
Úlceras da perna com hemorragia.



Assim sendo, quais os factores mais importantes na prevenção?



Controlo adequado do peso.
As pessoas obesas têm maior probabilidade de desenvolver varizes e/ou piorar as que já existem, tornando-as mais volumosas por aumento da tensão intra vascular, sendo que, complicação mais grave das varizes é, como se disse, o seu rebentamento, formando aquilo a que se chama vulgarmente ulcera varicosa. O controlo do peso é, portanto, fundamental na integridade dos vasos e na circulação sanguínea dos membros inferiores.



Evitar ficar por muito tempo na posição em pé ou sentada. Em qualquer destas posições existe maior dificuldade na circulação venosa de retorno dos membros inferiores e é justamente esta pressão aumentada dentro das veias, de forma continuada, que as faz dilatar. Em movimento, pelo contrário, os músculos funcionam como um coração periférico impulsionando o sangue para cima, evitando essa estase ou sobrecarga de sangue. Quando por motivos profissionais ou sociais for necessário ficar muito tempo parado, sentado, ou em pé, uma boa forma de o evitar é fazer movimentos periódicos de dorso-flexão como se carregássemos num acelerador varias vezes, ou, aproveitando um degrau, colocar a ponta dos dois pés no bordo do degrau e elevar o corpo repetidamente. Este movimento facilita o retorno venoso e a circulação dos membros inferiores por acção da contracção muscular.



Nas circunstâncias anteriormente descritas (permanecer muitas horas parado de pé ou sentado), e não havendo alternativa, é fortemente recomendável que se contrarie a necessidade persistente de posturas inadequadas com exercício físico diário, sendo que, o mais adequado é a caminhada, a corrida ou a natação, ou, de uma forma geral, o exercício aeróbico. Exercícios de alto impacto como levantamento de pesos podem agravar o problema. Faça pausas e repouse, sempre que possível, com as pernas elevadas. Se permanece sentado muito tempo, coloque um pequeno degrau por baixo dos pés para que as pernas façam ângulos de noventa graus. Não cruze as pernas.



Além do exercício, existindo uma forte tendência para a formação de varizes, o principal meio preventivo é, e sem dúvida, o uso de meias elásticas.



As meias elásticas agem desviando o sangue das veias superficiais, onde as varizes se formam, para as veias profundas (onde não existem varizes) facilitando assim a circulação do sangue no sentido ascendente. Devem ser usadas sempre que se preveja uma permanência de pé por várias horas e, principalmente, durante o tempo quente. Pelo Contrário, o uso de cintas elásticas gera tensão extra sobre os vasos periféricos das pernas, dificultando o retorno venoso o que pode aumentar a dilatação das veias ou o seu agravamento, caso o quadro já esteja instalado. O ideal é que, modo geral, peças que apertem fortemente as pernas ou as ancas, sejam evitadas.

Evitar a exposição a temperaturas altas por tempo prolongado, como saunas, banhos quentes e demorados, praia, sol directo nos horários de maior calor e sessões de bronzeamento. O calor favorece a dilatação das veias mais superficiais, permitindo a passagem de uma maior quantidade de sangue à superfície da pele, o que, com a continuação, torna essas veias habitualmente invisíveis, em vasos dilatados perfeitamente identificáveis e inestéticos.



Se for à praia, qual a atitude mais correcta? Se sentir as pernas quentes, deve entrar na água a cada 15 ou 20 minutos uma vez que o frio provoca contracção venosa melhorando a circulação. Esta prática, ou seja, passeios à beira da água fria ou mesmo duches de água fria em casa, é aconselhada também para pessoas já com varizes instaladas.



Evitar o uso de salto alto: o salto alto faz com que a musculatura da perna fique permanentemente contraída, perdendo o movimento rítmico, o que dificulta, também, a circulação venosa.



Evitar o uso da pílula se tiver problemas circulatórios, uma vez que as hormonas femininas tendem a provocar retenção de líquidos e a aumentar a pressão intravenosa e consequente inchaço e dilatação.



Concluindo, varizes dos membros inferiores são um problema efectivo de grande parte da população. Cerca de metade dos portugueses acima dos 50 anos e cerca de dois terços das mulheres com mais de 60 anos tem problemas relacionados com má circulação. Garantidamente, a melhor maneira de lidar com o problema é, sem dúvida, não fazer parte desta lista.

30 May, 2011

A sindrome do imperador






Um dos problemas mais graves que alguns pais enfrentam na educação dos seus filhos é, tentar ser flexível e justo, e estes, de forma provocatória, acabarem por tirar vantagem dessa atitude.

A tirania destas “pequenas criaturas”, pode assumir várias formas:

- Ignorar repetidamente ordens básicas solicitadas, como comer, lavar as mãos, arrumar o quarto, guardar os brinquedos, fazer TPC’s, ou outras ... usando na recusa várias formas de choro, birras, ameaças, etc.
(Para quê obedecer antes, se sabem que podem ganhar mais tempo até que os pais fiquem realmente zangados?)
- Discutir as regras e/ou punição. Não é raro, ouvirmos os filhos acusarem os pais de injustos, cruéis, maus pais, etc.

(eles sabem que, de uma forma ou outra, os pais hão-de embarcar nessa culpa e conceder mais privilégios)
- Exigir atenção constante através de um comportamento disruptivo, ou discussões entre os irmãos.
- Perguntas, perguntas e perguntas, criando nos pais a dúvida sobre a sua própria forma de actuação.

Estas intercorrências diárias, são suficientes para acabar com a paciência dos pais e criar uma fonte de tensão que torna a vida de todos num inferno.

O problema é que esses pais não sabem como colocar limites no comportamento de seus filhos. Eles não são adultos, mas são os “chefes” da família. Não são criminosos comuns, mas batem, ameaçam, roubam e agridem psicologicamente. Eles são os protagonistas da "síndrome do imperador", um fenómeno de abuso por parte de crianças em relação aos pais ou educadores e que se vem instalando de forma algo assustadora na sociedade.
Esse tipo de violência não é nova, mas nos últimos anos a incidência tem aumentado progressivamente. Em Espanha, 6 500 denúncias foram feitas à Procuradoria-Geral do Estado no ano passado. Teme-se também, que estes dados possam reflectir apenas a ponta do iceberg do problema, dada a compreensivel relutância dos pais em denunciar os seus próprios filhos. No entanto, à medida que vão percebendo que “não são os únicos”, alguns pais começam a revelar alguns dos factos e chega mesmo a assistir-se a um fenómeno preocupante: pais que imploram aos serviços sociais que cuidem de um filho/a , cujo comportamento violento (espancamentos, roubos, ameaças), não são capazes de tolerar mais.
Mas não é o habitual. O habitual é..., encobrir.

Este, parece ser um fenómeno global e já debatido há vários anos nalguns países.
Um estudo realizado nos EUA adverte que a violência (não só física) dos adolescentes sobre os pais, chega a uma incidência entre 7 e 18 por cento das famílias tradicionais (em relação ao pai chega a 29, enquanto as estatísticas do Canadá argumentam que um em cada 10 pais são abusados).

Porque razão? O que é que acontece na personalidade de uma criança que a leva bater nos seus próprios pais?
O assunto foi debatido em reunião do colégio de psicólogos espanhóis. Alguns especialistas dizem que muitas causas genéticas, ambientais e familiares apoiam o desenvolvimento desta Síndrome do Imperador.

Carlos Peiró, um psicólogo na Unidade de Orientação da Família e Comunidade de Madrid, inclui o abandono das funções da família, a superprotecção, o “fazer todas as vontades”, os hábitos familiares determinados por limitações de tempo, falta autoridade, permissividade e, acima de tudo, a falta de elementos afectivos como a cordialidade no relacionamento com as crianças, como factores determinantes. No fundo, estas crianças são mais educadas noutros ambientes sociais, do que na família. A família, passa a ser constituída por…. quase estranhos. Mais ainda, estes filhos convencem-se que os seus pais não têm legitimidade, nem poder, para os castigar e não os temem".

Para outros especialistas, a permissividade ou a falta de autoridade, não são suficientes para explicar esse fenómeno da violência
"Um pai excessivamente permissivo resulta num filho rebelde e irresponsável, mas não uma criança violenta. A permissividade pode estragar um filho (torna-lo preguiçoso, irresponsável, leva-lo a sair com as más companhias), mas, a violência é resultado da falta de "compromisso moral" e de "sentimento de culpa", geralmente no final da adolescência ", diz Vicente Garrido, psicólogo, professor de Pedagogía na Universidad de Valencia.
Para Garrido, o fundamental é que estas crianças "são incapazes de desenvolver emoções morais (como o amor, empatia ou compaixão), resultando em dificuldade para mostrar culpa, remorso sincero, e noção de ilegalidade."

Assim, diz-se que a "síndrome do imperador" tem razões biológicas (dificuldade em desenvolver as emoções e a consciência moral) e sociológicos (“a culpa é desacreditada e incentiva-se a gratificação imediata e o hedonismo”).
Seja como for, a verdade é que a família e a escola perderam o poder de educar e disciplinar, o que favorece as crianças com esta predisposição, anteriormente detida pela família e pela sociedade, e que agora encontra o terreno óptimo para crescer.

Introduz-se, entretanto, um terceiro factor: A importância da comunicação social
Segundo Garrido, autor de Los hijos tiranos: el síndrome del emperador , a televisão ensina valores muito hedonistas e consumistas, e dificulta a aprendizagem do auto-controle, ou seja, a capacidade de esforçar-se para renunciar a coisas inadequadas e, por outro lado, dificulta a opção por objectivos que impliquem esforço . "Os filhos-tiranos, observam nestes meios muitas condutas e metas que são coincidentes com os seus desejos: divertir-se e fazer o que bem lhe apetecer sem que ninguém o possa impedir "

E um quarto, não menos interessante. Ou polémico. A maior incidência de famílias monoparentais.
"A maioria dos casos ocorre em mães que voltam a ter outro parceiro", disse Luis González Cieza, coordenador do programa de maus tratos infantis da Agência para a Reeducação e Reinserção do Menor Infractor. Um dos poucos estudos a este respeito é "A violência dos jovens na família, uma abordagem para crianças relatadas pelos pais", desenvolvido pelo Centro de Estudos Jurídicos da Generalitat da Catalunha.
O relatório disse que a mãe é a vítima em 87 por cento das situações em que essa violência ocorre, e que, principalmente, recebe ataques físicos e também verbais. Em 13,8 por cento dos casos, o estudo mostra que o assédio moral ocorreu com uma faca ou arma semelhante.

Ou seja, parece que a mulher, neste neste campo, assume um papel de culpada largamente superior ao do homem, e que minimiza cedendo na disciplina em relação aos filhos....


Gonzalez Cieza acrescentou ainda que a idade média das crianças apontadas neste tipo de violência é menor do que em outros crimes. A idade média para a Síndroma do Imperador, são os 16 anos. Muitas vezes sem antecedentes criminais.
Uma última característica curiosa é que, essa violência tem uma incidência significativamente maior nos filhos adoptivos em relação aos filhs biológicos.

Posto isto, e para concluir…..Você tem um Imperador em casa?

Identifique-o:

1 .- Crianças com dificuldade em desenvolver emoções morais (empatia, compaixão, amor, etc) , o que resulta em muita dificuldade para mostrar a culpa, remorso sincero e noção de delito.
2 .- A incapacidade de aprender com os erros e penalizações. Para desespero dos pais, não adiantam repreensões ou conversas, porque apenas parece interessar o próprio benefício, guiado por grande egocentrismo. São completamente insensíveis ao castigo.
3 .- Comportamento sistemático de desafio, mentiras e até a crueldade para com os mais novos. irmãos e amigos.

25 February, 2011

post para " alérgicos à penicilina"


As penicilinas, conhecidas no meio médico por antibióticos B-lactâmicos, constituem um grupo amplo de AB’s extensamente utilizados na pratica clínica diária para tratar grande parte das infecções.
Como primeira regra, se for alérgico à Penicilina, deve comunicar esta condição sempre que recorrer a um serviço médico. Isto porque, em caso de ser necessária a toma de um antibiótico, não deve ser administrado qualquer medicamento da família dos “B-lactâmicos”. Devo salientar que, provavelmente, a maioria dos doentes rotulados como “alérgicos à penicilina”, não o são. Acontecem com alguma frequência outro tipo de reações, nomeadamente vagais (tonturas, mau estar, suores, desmaios), que são incorrectamente interpretados como “alergia”. Não é infrequente, por exemplo, que doentes com este rótulo receberem antibióticos deste grupo sem qualquer intercorrência.

Mas voltando aos verdadeiros alérgicos, os grupos de medicamentos a evitar, são:
Penicilina G (penadur)
Penicilinas penicilinase resistentes ou anti estafilocócicas: Oxacilina, flucloxacilina(Floxapen), Cloxacilina, Dicloxacilina(Diclocil ), Nafcilina, Meticilina
Penicilinas antipseudomonas- carboxipenicilinas - carbenicilina, ticarcilina
Ureidopenicilinas :mezlocilina, azlocilina, piperacilina
Cefalosporinas
1º geração: Cefadroxil, Cefazolina, Cefradina
2ª geração: Cefuroxime, cefoxitina,
3º geração: Cefotaxime, Ceftriaxona, Ceftazidime, Cefoperazona …
4º geração: cefepina
Carbapenemes: Imipnem, Meropnem
Monobactâmicos: aztreonam
Inibidores das Blactamases: Ac clavulamico que, vulgarmente se usa associado à amoxicilina (augmentin, clavamox)

Alternativas mais vulgarmente usadas para infecções em doentes alérgicos à penicilina:
Infecções respiratórias em geral: Macrólidos : eritromicina, claritromicina (Klacid)
Infecções Gastro-intestinais: Clindamicina, metronidazol, cotrimoxazol (bactrim)
Infecções urinárias: Quinolonas (ciprofloxacina)

19 February, 2011

Dieta Vegetariana, como torná-la equilibrada.


Uma dieta vegetariana bem planeada pode responder de uma maneira saudável às suas necessidades nutricionais.

Geralmente, opta-se por uma dieta vegetariana por razões culturais, religiosas ou éticas. Ou, pode fazer-se uma alimentação vegetariana, simplesmente, para permanecer saudável e prevenir problemas de saúde, como doença cardiovascular.
Qualquer que seja a razão, é necessário fazer escolhas inteligentes para que todas as necessidades do organismo sejam satisfeitas em relação a pessoas de todas as idades, incluindo crianças, adolescentes e mulheres grávidas ou a amamentar. A chave é estarmos cientes de todas as necessidades nutricionais. De qualquer modo, se não faz a mínima ideia de como criar uma dieta vegetariana equilibrada, em primeiro lugar, fale com um nutricionista ou um médico. Informe-se. Pesquise.

Tipos de dietas vegetarianas
Quando as pessoas pensam numa dieta vegetariana, geralmente pensam numa dieta que não inclui carnes, aves ou peixes. Mas, as dietas vegetarianas podem ser categorizadas em três tipos:

■ dieta vegan, que exclui carnes, aves, peixes, ovos, lacticínios e os alimentos que contêm esses produtos.
■ dieta lacto-vegetariana, exclui carne, peixe, aves e ovos, bem como os alimentos que os contêm. Os produtos lácteos, como leite, queijo, iogurte e manteiga são, no entanto, permitidos.
■dieta ovo-lacto vegetariana exclui carne, peixe e aves, mas permitem os ovos e lacticínios.
Algumas pessoas seguem uma dieta semi-vegetariana – ou também chamada dieta flexitariana - que é normalmente uma dieta baseada em vegetais, mas inclui carnes, lacticínios, ovos, aves e peixes nalgumas ocasiões ou em pequenas quantidades. Ou seja, é o vulgarmente chamado “ vegetariano que de vez em quando come carne”, ou “vegetariano flexível”.

A pirâmide vegetariana.
Uma dieta saudável corresponde a uma pirâmide alimentar que pode ser uma ferramenta útil. A pirâmide vegetariana apresenta grupos de alimentos e as escolhas alimentares que, se ingeridos nas quantidades certas, formam a base de uma dieta equilibrada.

A chave para uma dieta vegetariana – como, de resto, em qualquer dieta – pressupõe desfrutar de uma grande variedade de alimentos. Nenhum alimento pode oferecer todos os nutrientes de que o corpo precisa, sendo que, o maior desafio é obter todos os nutrientes de que necessitamos.
Uma dieta vegan, por exemplo, elimina fontes alimentares de vitamina B-12, bem como, de produtos lácteos que são boas fontes de cálcio. Portanto, torna-se necessário fazer um esforço extra para garantir que esta dieta inclua quantidades suficientes dos nutrientes em falta.

São eles:
Cálcio – elemento que ajuda a construir e manter estruturas fundamentais como os dentes e os ossos. Leite e lacticínios com pouca gordura têm um teor mais elevado em cálcio. Vegetais verde-escuros, como o nabo, couve e brócolos, são boas fontes vegetais de Ca, quando ingeridos em quantidades suficientes. Outras opções, são produtos enriquecidos com cálcio, incluindo sumos, cereais, leite de soja, iogurte de soja e tofu.
Iodo é um componente das hormonas da tiróide, que ajudam a regular o metabolismo, crescimento e função de muitos órgãos importantes. Os vegans inevitavelmente não consomem a quantidade suficiente de iodo , acabando por se manifestar uma deficiência de iodo e, possivelmente, um quadro de bócio. Porque os fabricantes de alimentos não pode usar o sal iodado em alimentos processados, os vegans podem garantir esse suplemento usando sal com iodo na mesa ou na cozinha. Apenas 1 / 4 colher de chá fornece uma quantidade significativa de iodo.
■ Ferro é um componente crucial dos glóbulos vermelhos. Feijão, ervilhas, lentilhas, cereais enriquecidos, produtos de grãos integrais, vegetais verdes de folha escura e frutas secas são boas fontes de ferro. Dado que o ferro não é tão facilmente absorvido a partir de fontes vegetais como o de origem animal, a ingestão recomendada de ferro para os vegetarianos é quase o dobro do recomendado para não-vegetarianos. Para ajudar o organismo a absorver o ferro, poder comer simultâneamente alimentos ricos em vitamina C, como morangos, frutas cítricas, tomate, repolho e brócolos. De qualquer modo, existem no mercado inúmeros suplementos de Ferro.
Ácidos gordos ômega-3 são importantes para o sistema cardiovascular, bem como para a visão e o desenvolvimento do cérebro. As dietas vegetarianas que não incluem peixe e ovos são geralmente baixas em formas activas de gorduras ómega-3. Como a conversão de ómega-3 de origem vegetal nos tipos usados por seres humanos é ineficaz, podem adicionar-se produtos fortificados ou suplementos, ou ambos, amplamente disponíveis no mercado.
Proteinas- as proteínas ajudam a manter quase todas as estruturas do nosso organismo, nomeadamente os músculos, órgãos e ossos. Os ovos e os lacticínios são boas fontes, e precisamos de comer grandes quantidades para satisfazer as necessidades de proteína. Podemos também obter proteínas suficientes em alimentos de origem vegetal, se comermos uma variedade significativa ao longo do dia. As fontes vegetais incluem produtos de soja e substitutos da carne, legumes, lentilhas, nozes, sementes e grãos integrais. A substituição, aqui, é relativamente fácil e inerente à própria dieta.
Vitamina B-12 -é necessária para produzir glóbulos vermelhos e prevenir anemia. Esta vitamina é encontrada quase exclusivamente em produtos de origem animal, por isso pode ser difícil conseguir B-12 suficiente numa dieta vegan. A deficiência de vitamina B-12 pode passar despercebida em pessoas vegetarianas. E isto porque, a dieta vegetariana é rica em ácido fólico, que pode mascarar a deficiência em vitamina B-12 até ocorrerem problemas graves. Por este motivo, é importante para os vegans considerem a ingestão de suplementos dessa vitamina, assim como a escolha de cereais enriquecidos com vitaminas e produtos de soja fortificados.
A vitamina D desempenha um papel importante na saúde óssea. A vitamina D é adicionada ao leite de vaca, algumas marcas de soja, leite de arroz, alguns cereais e margarinas(verifique os rótulos). Entretanto, se não comer o suficiente de alimentos fortificados e tiver exposição solar limitada, pode ser necessário a suplementação com vitamina D-2 .
Zinco- é um componente essencial de muitas enzimas e desempenha um papel importante na divisão celular e na formação de proteínas. Assim como o ferro, o zinco não é tão facilmente absorvido a partir de fontes vegetais como é de produtos de origem animal. O queijo é uma boa opção se comer produtos lácteos. Fontes vegetais de zinco incluem grãos integrais, produtos de soja, legumes, nozes e gérmen de trigo.

Agora, os primeiros passos na dieta vegetariana.
Se ainda não faz uma alimentação vegetariana mas você está a pensar em tentar, aqui estão algumas ideias que o podem ajudar a começar:

■ Aumente progressivamente o número de refeições sem carne usando pratos de que já goste, como macarrão com molho de tomate ou vegetais salteados.
■ Aprenda a substituir. Pegue nas receitas favoritas e experimente-as sem carne. Por exemplo, fazer chili vegetariano deixando de fora a carne picada e adicionando uma lata de feijão preto extra. Ou…. usando tofu ou soja, em vez de frango. Provavelmente vai surpreender-se ao descobrir que muitos pratos requerem apenas substituições simples.
■ Informe-se, prove. Procure na Internet menus e sugestões culinárias vegetarianas. Existem aos milhares. Experimente restaurantes vegetarianos. Quanto mais variedade trouxer para a sua dieta vegetariana, maior probabilidade de satisfazer as suas necessidades nutricionais.

04 February, 2011

o sal da vida


Várias são as situações ao longo da vida clínica em que dizemos ao doente “tem que comer com pouco sal”, mas, poucas vezes lhe é explicado o que isto significa.
Uma dieta pobre em sal é frequentemente recomendada a doentes com Hipertensão, ou com patologias que se caracterizem por acumulação de líquidos como a insuficiência cardíaca, a doença hepática crónica ou a insuficiência renal. Explicaremos porquê.

Em primeiro lugar, para que serve o sal, ou Cloreto de Sódio, no nosso organismo?

O nosso corpo precisa de sódio para funcionar adequadamente, porque….

■ Ajuda a manter o equilíbrio de líquidos do organismo
■ Ajuda a transmitir os impulsos nervosos
■ Influencia a contracção e o relaxamento dos músculos

Os nossos rins, naturalmente, e em indivíduos saudáveis, conseguem equilibrar a quantidade de sódio armazenada de modo a manter o estado de saúde. Quando os níveis de sódio são baixos, os rins, basicamente, retêm o sódio. Quando os níveis de sódio são altos, os rins excretam o seu excesso na urina. Esta é a chave do equilíbrio.

Mas… se por algum motivo os rins não conseguem eliminar o sódio suficiente, este começa a acumular-se no sangue.
Porque o sódio atrai a água (efeito osmótico), o volume de sangue aumenta.
O volume aumentado do sangue faz o coração trabalhar mais para que este seja movimentado através dos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão nas artérias. Como já foi dito, doenças como a insuficiência cardíaca congestiva,a cirrose hepática e a doença renal crónica podem tornar difícil para os rins manter os níveis de sódio adequados.

Algumas pessoas são mais sensíveis aos efeitos do sódio do que os outras. Se tivermos tendência a reter sódio com mais facilidade, este aumento pode levar à retenção de líquidos e ao aumento da pressão arterial. O sódio extra pode até levar à hipertensão arterial que, por seu lado, provoca doenças cardíacas, derrames, “ inchaços”, doença renal e insuficiência cardíaca congestiva. É um “ciclo vicioso”

Posto isto, de que sódio precisamos nós?

■ um adulto saudável não deve exceder 2.300 mg de sódio por dia.
■ Se tiver tensão alta, doença renal ou de fígado, se tiver diabetes, se for negro (mais hipertensos), ou idoso, não deve exceder 1.500 mg de sódio por dia.

Tenha em mente que apenas uma colher de chá de sal de mesa tem 2.300 mg de sódio, ou seja, o total diário ideal.
Na verdade, se pensarmos um pouco na dieta que habitualmente fazemos, verificamos sem dificuldade que, todos nós, ingerimos por dia muito mais sódio do que é recomendado, o que pode levar a sérios problemas de saúde. Calcula-se que ingerimos cerca de 4 a 6 gramas(4000 a 6000 mg) por dia. E se pensarmos, ainda, na incidência de Hipertensão e problemas cardiovasculares nas sociedades ocidentais, então, temos a certeza de que este excesso e as suas consequências são mesmo uma realidade inquestionável. Mais ainda, alguns estudos mostram que pessoas hipertensas poderiam até parar de tomar medicamentos se, simplesmente, abolissem a presença de sal na dieta.

A realidade da nossa alimentação, que ainda junta uma pitada aqui e ali, agrava as contas rapidamente para níveis insalubres de sódio. E não é só com o sal de mesa que temos que nos preocupar. Muitos alimentos processados e preparados já contêm grande quantidade de sódio.

Principais fontes alimentares de uma dieta típica:

■ Uma grande parte do sódio na dieta vem de alimentos que são processados e preparados. Estes alimentos são geralmente ricos em sal, que é uma combinação de sódio e cloreto, e em aditivos que contêm sódio. Embora esses ingredientes melhorem o gosto e a conservação dos alimentos, podem aumentar consideravelmente o consumo de sódio.
Devemos ficar especialmente atentos aos rótulos dos alimentos industrializados.
A legislação obriga os fabricantes de alimentos e bebidas a incluírem nas tabelas de informação nutricional a quantidade de sódio presente, bem como, o valor diário de referência por porção (VD). Isto quer dizer que se no rótulo de uma massa congelada, por exemplo, vir um VDde 40%, quer dizer que estará ingerir 40% do sódio necessário para atingir suas necessidades diárias. E isto apenas numa porção do alimento.Outros exemplos: Azeitona verde (cerca de 30 g) 925 mg
Picles (cerca de 30 g) 440 mg
Biscoito salgado (cerca 30 g) 475 mg
Bacon (03 fatias grelhado) 300 mg
Batata frita (cerca de 30g) 135 mg
Salame (cerca de 50 g) 575 mg
Presunto magro (cerca de
■ Na cozinha e na mesa. É aqui que está grande parte do drama. Poderemos afirmar sem exageros que a maioria dos temperos contêm sódio. Por exemplo, uma colher de sopa (15 ml) de molho de soja, tem aproximadamente 1.000 mg de sódio. Além do sal, ele próprio. Outra coisa: O paladar é enganador e por si só não poderá dizer-lhe quais os alimentos que são ricos em sódio. Por exemplo, um pão pode atingir 532 mg de sódio.
50 g) 700 mg
Leia os rótulos dos alimentos. Além do sódio, também indica se os ingredientes incluem sal, sódio, ou compostos tais como glutamato monossódico (MSG), bicarbonato de sódio, fermento em pó, fosfato dissódico, nitrato ou nitrito de sódio
Muitos pacotes de alimentos incluem ainda termos relacionados. Aqui estão alguns exemplos.
■ sódio ou sal-livre. Cada porção de produto contém menos de 5 mg de sódio.
■ Muito baixo teor de sódio. Cada porção contém 35 mg de sódio ou menos.
Lite ou light em sódio. O teor de sódio reduzido em pelo menos 50 por cento a partir da versão regular.
■ Sem sal. Nenhum sal é adicionado durante o processamento de um alimento que normalmente contém sal.
Mas cuidado - os alimentos rotulados "sódio reduzido" ou "light em sódio" podem conter ainda uma grande quantidade de sal. Se o produto regular começa com alto teor de sódio, reduzindo-o em 25 ou 50 por cento pode fazer pouca diferença. Por exemplo, uma sopa de macarrão com frango enlatado contém cerca de 1.100 mg de sódio por lata, enquanto a versão do “sódio reduzido” pode ainda ter 820 mg por dose. Logo, leia.

■ Alguns alimentos, ainda contêm sódio naturalmente. Estes incluem aipo e outros legumes, produtos lácteos como leite, carne e marisco. No entanto, se ingeríssemos estes alimentos isentos de aditivos, a quantidade total de sódio seria perfeitamente razoável. Por exemplo, 1 copo (237 ml) de leite de baixo teor de gordura tem cerca de 107 mg de sódio.

Uma norma de conduta?? Evite produtos com mais de 200 mg de sódio por porção. E verifique as informações nutricionais, tenha em consideração a quantidade total e quantas porções você realmente come.

Ideias base.
Independentemente de se ser saudável ou não, a maioria das pessoas pode beneficiar da redução da ingestão de sódio. Em média, recordo, comemos cerca de 4 a 6000 mg de sódio por dia - cerca de o dobro do objectivo global.

Sugestões para redução da quantidade de sódio na dieta:
■ Reduza gradualmente. A redução abrupta é muito mal tolerada. O gosto pelo sal é adquirido, portanto, podemos aprender a gostar menos. Diminuir o uso de sal de forma gradual contribui para que o paladar se vá ajustando.
■ Coma mais alimentos frescos e menos alimentos processados. A maioria das frutas frescas e vegetais são naturalmente de baixo teor de sódio. Além destes, na carne fresca, é mais baixo teor de sódio do que nos pré-cozinhados, bacon, cachorro-quente, salsicha e presunto. Compre aves frescas e congelados de carne que não tenha sido injectados com uma solução contendo sódio (conservante). Procure no rótulo ou pergunte no talho.
■ Se comprar alimentos industrializados, escolha aqueles que são rotulados como "baixo teor de sódio".
■ Retire o máximo de sal das receitas sempre que possível, nomeadamente nos guisados, estufados e outros pratos principais que pode cozinhar com outros temperos, por exemplo, ervas aromáticas, frescas ou secas, alho, cebola e sumo de limão ou laranja, lima. Já os produtos de panificação são, geralmente, uma excepção, já que deixar de fora o sal pode afectar significativamente o sabor. Use livros de receitas que se concentrem em reduzir os riscos de tensão alta e doenças do coração para ajudar a poupar no sal sem estragar o gosto ou qualidade.
■ Limite o uso de condimentos com grande teor de sódio: molho de soja, saladas, molhos, ketchup, mostarda….
■ Utilize substitutos do sal com moderação Muitos substitutos contêm cloreto de potássio, que, em excesso, pode ser prejudicial se tiver problemas de rins ou se tomar medicação para insuficiência cardíaca congestiva ou hipertensão arterial que cause retenção de potássio.

A lembrar:
Depois de algumas semanas a reduzir o sal, provavelmente , alguns alimentos podem até passar a parecer-lhe demasiado salgados, um pouco à imagem do que acontece com os ex-fumadores, que acabam por ser um pouco mais sensíveis ao cheiro do tabaco do que quem nunca fumou.
Comece por não usar mais do que 1 / 4 de colher de sal por dia e, então, gradualmente reduza até… nenhuma.
À medida que usar menos sal, a sua preferência por ele claramente diminui, permitindo-lhe desfrutar o sabor do alimento em si, com os benefícios daí decorrentes.

12 January, 2011

Gota e Dieta anti-gotosa



Definição
A gota, uma forma de artrite muito dolorosa, tem sido associado com a dieta, particularmente com os excessos de marisco, carnes e álcool. Como resultado, as severas restrições alimentares tradicionalmente impostas, além de duras, e por isso mesmo, eram, e são, meio caminho andado para o insucesso. Felizmente, já dispomos de novas e eficazes terapêuticas para tratamento da gota o que, de algum modo, reduz a necessidade de uma dieta tão rigorosa.
Neste momento, a dieta anti-gota adquiriu semelhanças com uma "alimentação saudável"- plano recomendado para a maioria das pessoas, o que, além de o ajudar a manter um peso saudável e evitar várias doenças cronicas, pode contribuir para uma melhor gestão global da sua gota.
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A gota ocorre quando os níveis elevados de ácido úrico no sangue levam à formação de cristais e se acumulam em torno de uma determinada estrutura. O corpo produz ácido úrico, quando procede à degradação das purinas, substancias que ocorrem naturalmente no nosso organismo, mas que também adquirimos ao ingerir certos alimentos, como órgãos, anchovas, arenque, espargos e cogumelos (os típicos).
Finalidade

Uma dieta anti-gotosa ajuda a controlar a produção e eliminação do ácido úrico, o que pode ajudar a prevenir ataques de gota ou reduzir sua gravidade. A dieta não é um tratamento para a gota, mas pode ajudar a controlar os seus ataques, ou seja, episódios de artrite.

A obesidade também é um factor de risco para gota. Começando por aí, perder peso pode ajudar a reduzir o risco de um ataque de gota.

A Dieta
Uma dieta anti-gotosa reduz a a ingestão de alimentos que são ricos em purinas, o que ajuda a controlar a produção de ácido úrico no nosso organismo.
Três regras de ouro:
Em primeiro lugar, se tiver excesso de peso, a palavra de ordem é: perder peso.
No entanto, evite a perda de peso rápida e baseada no jejum, pois estes podem ajudar a desencadear um ataque de gota.
Em segundo lugar, beba bastante líquido-água- para ajudar a "limpar"/eliminar o ácido úrico.
Em terceiro lugar, evite dietas ricas em proteína, que pode fazer produzir muito ácido úrico (hiperuricemia).

Para seguir a dieta:
Limite a proteína animal. Evitar ou limitar severamente alimentos ricos em purinas, tipicamente carnes de órgãos, como fígado coração ou rim, e arenque, anchovas e cavalas.

A carne vermelha (vaca, porco e borrego), peixes gordos e frutos do mar (atum, cavala, sardinha, arenque, salmão, enguias, anchovas, camarão, lagosta e vieiras) estão associados com risco aumentado de gota, já que, como todas as proteínas animais contém purinas. Limitar a ingestão a 100 gramas por dia.
Coma mais proteínas de origem vegetal. Você pode aumentar a ingestão proteica, incluindo mais fontes de origem vegetal, como soja, feijão, grão-de-bico, ervilhas, lentilhas, etc . Essa opção também ajudará a reduzir a gordura saturada, que pode, indirectamente, contribuir para reduzir o peso.
"As grandes vantagens da proteína vegetal são a ausência de gordura e a presença de fibras", além de serem boas fontes de ômega-3 e ômega-6, gorduras benéficas.
Limitar ou evitar o álcool. O álcool interfere com a eliminação de ácido úrico do corpo. Beber cerveja, em particular, tem sido associada a ataques de gota.
Se estiver "em crise", não beba álcool.
No entanto, se não for o caso, ou seja, se estiver em período livre de queixas, pode beber 150 cc diários de vinho, o que não é susceptível de aumentar o risco. Beba bastantes líquidos, especialmente água. Fluidos, como já referi, podem ajudar a eliminar o ácido úrico do corpo. Apontar para 500cc por dia, no minimo.
Escolha lacticínios com baixo teor de gordura ou sem gordura.
Alguns estudos têm mostrado que beber leite desnatado ou com baixo teor de gordura e comer alimentos feitos com eles, como o iogurte, ajudar a reduzir o risco de gota.

Apontar para a ingestão de cerca de 250cc a meio litro de leite por dia.
Escolha carbohidratos complexos. Coma mais cereais integrais, frutas e legumes e menos carbohidratos refinados, como pão branco, bolos e doces.
Limite ou evite o açúcar. Muitos doces pode deixá-lo "sem espaço" para as proteínas vegetais e lacticínios com baixo teor de gordura ou sem gordura - alimentos de que precisará para evitar as crises de gota.
Alimentos açucarados também tendem a ter elevado teor de calorias, de modo que facilmente contribuem para um saldo positivo das mesmas. Ainda não há conclusões sobre se o açúcar tem um efeito directo sobre os níveis de ácido úrico, mas os doces estão definitivamente ligados ao sobrepeso e à obesidade.
Uma curiosidade....há algumas evidências de que beber 4-6 chávenas de café por dia reduz o risco de gota nos homens.

Resultado da dieta
Uma dieta anti-gotosa pode ajudar a limitar a produção de ácido úrico e aumentar a sua eliminação, embora não seja de esperar que essa menor concentração de ácido úrico no sangue seja suficiente para tratar a sua gota sem medicação, mas, pode ajudar a diminuir o número de crises e limitar a sua gravidade.

Fazendo uma dieta cuidada e limitando as calorias - especialmente se adicionar também exercício diário moderado, como caminhar em ritmo moderado a rápido - pode melhorar o seu bem estar geral, ajudando a atingir e manter um peso saudável.

28 October, 2010

Pequeno grão, grande potencial.


Embora a soja seja utilizada na cozinha chinesa desde o século XI a.C, apenas no início do século XX chegou ao Ocidente.

A soja é uma planta herbácea e tem aproximadamente 10.000 variedades. É da família das leguminosas (popularmente é um feijão) e teve origem na China, onde é bastante utilizada desde o século XI a.C.
Trata-se de uma planta anual, cultivada nos meses mais quentes. É uma forma de cultivo muito rentável, já que é uma planta muito resistente e pouco atacada por parasitas. Foi considerada uma das 5 sementes sagradas, sendo-lhe atribuída a própria sobrevivência da China, devido ao seu uso nutricional como principal fonte proteica.
Em Portugal, a soja também tem vindo a ocupar um lugar de prestígio no mundo alimentar, apresentando-se sob a forma de bebidas (mais conhecidas como leite de soja), sob a forma de tofu e como ingrediente de sumos de fruta e iogurtes.

A soja destaca-se entre as leguminosas pelo seu alto valor nutritivo, contendo proteínas, algumas vitaminas e minerais em quantidades superiores a outros grãos: uma excelente opção quando se quer aumentar a quantidade de proteínas da alimentação sem aumentar o consumo de alimentos de origem animal.

A quantidade de gordura presente na soja é superior aos outros grãos, embora seja uma gordura vegetal (isenta de colesterol) e não prejudique nosso perfil lipídico.

Pode ser encontrada para consumo em diferentes formas, como soja em grão, farinha de soja (para o preparo de bolos e pães), extracto de soja (“leite de soja” em pó ou fluido), proteína texturizada (a chamada “carne de soja”), o tofu ( queijo de soja), além de estar presente em uma série de outros produtos, como óleos vegetais, massas e biscoitos.
Muitos de nós, por exemplo, podemos não nos dar conta, mas ao comer um iogurte, um sorvete ou uma barra de chocolate, estamos também, muito provavelmente, a consumir soja. Isso deve-se à versatilidade da lecitina de soja, subproduto do óleo da leguminosa, largamente empregue na indústria alimentícia como conservante e emulsificador natural.

A soja de maior comercialização é a de cor amarelada e arredondada, por ser privilegiada com o melhor sabor.
A soja chegou ao Japão entre o terceiro e o oitavo séculos d.C. Actualmente é conhecida como "Rainha da Cozinha Japonesa", tal a variedade de produtos dela oriundos. O primeiro país ocidental a usá-la foi a Inglaterra, que em 1908 recebeu a primeira carga para obtenção de farinha e óleo. Aos Estados Unidos só chegou em 1924, transformando-se desde então no seu maior produtor, seguido pelo Brasil.

No Ocidente o seu principal uso foi sempre o óleo, já que o grão, farinhas e bagaço, eram usados apenas na ração animal.
Actualmente a situação está a alterar-se, por influência das cozinhas chinesa e japonesa, bem como por influência dos vegetarianos, que encontraram na soja uma óptima fonte proteica.
Um dos derivados de soja mais utilizados é a P.V.T. (Proteína Vegetal Texturizada), conhecida também como "carne de soja". Obtida do grão de soja, após o processo de extracção do seu óleo e é constituída em média por 53% de proteína de alto valor biológico.
É um alimento extremamente versátil e absorve facilmente o sabor dos temperos, podendo substituir a carne em diversas preparações, como strogonof, feijoada vegetariana, jardineira vegetariana, sojaburgers, croquetes, recheios, refogados, etc, etc...

1 Kg de soja equivale a 3 Kg de carne em proteínas. É uma das maiores fontes de nitrogénio, bem como o alimento mais rico em lecitina, que tem como base o fósforo, o qual faz parte de todas as células do organismo. É ainda um alimento rico em potássio (2.200 mg) e nas vitaminas A, B, D e E. Cada 100 gramas de grão contêm 90 mg de cálcio, e a ideia da descalcificação parece ter sido um falso mito criado em torno do produto.

A quantidade de ferro presente na soja, embora seja razoável não é muito biodisponível, ou seja, não é tão bem absorvido pelo organismo quanto o ferro presente nas carnes. Por isso, a soja pode ser um bom substituto para a carne quando se pensa no valor proteico da mesma, porém deve ser suplementada ou associada com outros alimentos para que os outros nutrientes sejam fornecidos ao organismo de maneira adequada.

A agência norte-americana FDA publicou nota destacando a soja como possivelmente eficaz na prevenção de doenças de coração. Isto porque, além de ser rica em proteínas e fibras, o óleo de soja é do tipo "bom", rico em ômega-3.
A soja também é o único legume considerado uma proteína completa. A proteína completa é aquela que contém todos os 9 aminoácidos essenciais que uma pessoa deve consumir. Carnes e derivados são proteínas completas mas os legumes geralmente são incompletos, necessitando de uma combinação com grãos para que forneça todos os aminoácidos necessários. Por esse motivo, a soja é muito utilizada na dieta vegetariana, como por exemplo o tofu, que é, digamos, um queijo feito de soja.
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E tudo isto porque.....tenho dedicado algum tempo à confecção de óptimos caldos à maneira chinesa, com tofu, e acho delicioso. Fica tipo a tradicional "sopa de cozido". Muito bom.

29 September, 2010

Acabadas as férias, tá na hora de voltar ao ginásio. Sim, já. E sem cãibras.

Uma das queixas bem conhecidas de quem faz exercício/desporto, são as cãibras.

O que é isso, exactamente?

A cãibra é um espasmo, ou contracção involuntária, dolorosa e transitória, de um músculo ou grupo muscular, provocada por circunstâncias muito diversas.
O mais frequentemente atingido é o grupo gemelar, ou "barriga da perna", os pés e as mãos.

As causas mais frequentes de cãibras são:
um exercício físico intenso ou excessivo, principalmente quando há persistência na contracção de um grupo muscular,
a manutenção de posições incómodas durante um largo período de tempo,
a exposição ao frio ou calor excessivos e
estados de desidratação provocados por suores intensos, vómitos ou diarreia.
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Uma das causas mais clássicas de cãibras é, clinicamente, a falta de cálcio ou magnésio, mas também de sódio e potássio. Grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser factores essenciais que predispõem os atletas a cãibras musculares.
Os iões são minerais importantes nas terminações nervosas, na transmissão de "ordens" ao músculo e nas acções que levam ao movimento desses músculos. Por isso, um deficit desses elementos e de líquidos pode aumentar a sensibilidade dos mesmos e tornar anómala a sua contracção. Sob tais condições, uma leve tensão e um movimento subsequente podem fazer o músculo contrair e contorcer-se incontrolavelmente.

Convém ainda realçar que, em alguns casos, as cãibras constituem uma manifestação de alguma doença, já que se evidenciam como consequência das alterações metabólicas da diabetes, hipotireoidismo, Insuficiência renal, alcoolismo, hipoglicemia, doenças neurológicas como Parkinson, deficits de vitamina B, anemia, doenças primárias dos músculos (miopatias), etc,etc;
podem ainda ser consequência de determinadas terapêutica como Diuréticos, principalmente a furosemida (Lasix)- Donezepil (usado no Alzheimer)- Neostigmina (usada na miastenia gravis)- Raloxifeno (usado para osteoporose e câncer de mama)- Remédios para hipertensão, principalmente a Nifedipina (Adalat)- Broncodilatadores para asma como Salbutamol- Remédios para colesterol como o Clofibrato e Lovastatina.
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Acredita-se que a causa básica da cãimbra seja uma hiperexcitação dos nervos que estimulam os músculos e têm tendência para se evidenciar durante ou depois de um esforço físico, mas também podem surgir em momentos de inactividade ou até mesmo durante o repouso nocturno.
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Os principais sinais e sintomas das cãibras são o aparecimento de dor lancinante e a contracção involuntária dos músculos afectados, que ficam de tal forma rígidos que impedem o movimento do segmento corporal correspondente, mesmo com a ajuda de outras pessoas.
Costumam desaparecer espontâneamente ao fim de alguns minutos. De qualquer forma, caso não cedam naturalmente, pode-se tentar reduzir a sua duração e diminuir a sua intensidade através de um suave estiramento do segmento corporal bloqueado, da realização de uma suave massagem sobre o músculo contraído, da aplicação rítmica de pequenos golpes com as mãos abertas até que o músculo se relaxe e descanse durante cerca de vinte minutos, no mínimo, antes de se prosseguir com a actividade que se estava a realizar.
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Como se evitam as câimbras ?
Para se evitar a cãimbra deve ser realizada uma boa sessão de alongamento antes e após exercícios, principalmente para sedentários, boa hidratação antes, durante e depois do esforço e evitar exercícios em dias muito quentes.
Muito importante: os suplementos vitaminicos, não são uma opção para hidratação, já que são hiperconcentrados e podem ser até prejudiciais. A hidratação faz-se com água ou água com minerais, como se disse acima, embora consumir bebidas desportivas que contêm uma quantidade adequada de minerais também possa ser uma maneira de repor estes iões.

Existe um grupo de pessoas que apresentam cãimbras nocturnas, principalmente nos membros inferiores. Em geral sem causa aparente. São pessoas normalmente com história familiar e que não se consegue detectar nenhum tipo de alteração que justifique o quadro.
Nesse grupo, recomenda-se um programa de alongamento 15 minutos antes de dormir, dar preferência para alimentos ricos em cálcio e magnésio, manter uma boa hidratação ao longo do dia e evitar o sedentarismo.
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Os alongamentos parecem ser o melhor método para prevenir cãimbras, principalmente quando ocorrem nas pernas. Porém, é preciso pelo menos algumas semanas com alongamentos diários para o músculo ter mais resistência às contracções involuntárias.
Hidratação adequada e alongamentos frequentes, resolvem os problemas das maiorias das pessoas com cãimbras idiopáticas, ou seja, aquelas que não são causadas por nenhuma doença específica.
O melhor modo de controlar o grau de hidratação do corpo é através da cor da urina. Pessoas desidratadas apresentam urina concentrada: amarela escura e normalmente com cheiro forte, enquanto que um corpo hidratado produz urina clara e sem cheiro.
Existem alguns medicamentos com vitamina E, complexo B, suplementos de Ca e Mg, mas que só devem ser tomados após avaliação médica.
A água tónica possui pequenas quantidades de quinino, uma substância que também parece prevenir cãimbras. Existem descrições de melhoria das cãimbras nocturnas após alguns dias a ingerir água tónica à noite, embora cientificamente não seja um dado consistente..
Na prática, habitualmente, fica o mito da banana, rica em potássio, e famosa na resolução do problema. O que, como todos os mitos, carece de exactidão, como diria Chico Duarque.

22 September, 2010

Enquadramento do National Health Service Britanico para pessoas idosas



1- Eliminar a discriminação associada à idade
o SNS deve prestar cuidados independentemente da idade, com base apenas na necessidade. Os serviços sociais não devem utilizar a idade como critério de escola ou em políticas, de modo a restringir o acesso aos serviços disponíveis.
2-Cuidados centrados na pessoa
O SNS devem tratar o idoso como individuo e permitir-lhe fazer escolhas sobre os seus próprios cuidados.

3- Cuidados Intermédios:
As pessoas idosas devem ter acesso a cuidados intermédios em casa (com esforço do SNS e municipios) ou em contextos de cuidados específicos, de modo a promover a sua independência e evitar internamentos hospitalares desnecessários. Os serviços de reabilitação devem permitir a alta hospitar e prevenir os internamentos prematuros ou desnecessários, a partir de cuidados domiciliários de longo prazo.

4- Cuidados hospitalares gerais:
Os cuidados a idosos no hospital devem ser tanto quanto possivel especializados, ou dirigidos ao grupo etário, e ser proporcionados por pessoal com preparação e atenção adequada à sua idade.

5- Idoso com AVC:
As pessoas com AVC devem tratados adequadamente e ter acesso a serviço especializado, tal como os seus prestadores de cuidados, participando num programa multidisciplinar de prevenção secundária e de reabilitação.

6-Quedas:
O SNS deve ter um papel activo e interventivo na divulgação da prevenção de quedas, uma das maiores causas de morbilidade e mortalidade nos idosos.

7- A saude mental do idoso,
deve ser promovida, quer com iniciativas destinadas à estimulação da actividade mental, como a facilitação do acesso a serviços de saúde e ao rápido diagnóstico e respectivo tratamento.

8- Promoção da saúde e vida activa do idoso:
A saúde e bem estar dos idosos são promovidos através de programas de acção coordenada entre SNS e municípios.

14 September, 2010

Sabe porque é que nos países orientais as chávenas de chá não têm pega?



Porque se não conseguirem pegar com as mãos, significa que a bebida está demasiado quente e imprópria para consumir.


Quanto à ingestão de bebidas quentes à refeição, este hábito tem uma intenção curiosa e completamente justificada:
Os chineses bebem chá quente no início e no final das refeições de modo a facilitarem a digestão.
Beber líquidos frios durante e após as refeições, solidifica os componentes de gordura dos alimentos ingeridos, o que retarda o processo de digestão.

O hábito de beber um chá quente após as refeições, facilita a digestão já que liquefaz a gordura ingerida.
No mesmo sentido, beber muitos líquidos durante a refeição deve evitar-se, porque isso provoca maior diluição dos ácidos do estômago.
Um mau hábito:

comer um gelado após a refeição, o que tem o mesmo efeito das bebidas geladas, pelo que se deve evitar como sobremesa.