23 July, 2009

Look Good...Feel Better

Tomem nota:
Look Good...Feel Better.
Uma ONG cujo trabalho consiste em ajudar a levantar a auto estima de mulheres que sofrem de cancro através de workshops que ensinam as doentes a melhorar o visual, que muitas vezes sofre com os tratamentos de quimioterapia.

"Após o choque do diagnóstico de cancro, muitas mulheres ficam devastadas com os efeitos colaterais do tratamento, que podem alterar dramaticamente a sua aparência e auto-imagem, como a perda de cabelo, sobrancelhas e pestanas. Estas alterações podem ser particularmente difíceis de lidar", diz a ONG.
A organização acredita que uma auto estima em ordem ajuda as mulheres que batalham contra o cancro a sentir-se melhor, o que por sua vez ajuda no tratamento.
Nos workshops, que são gratuitos, as doentes recebem orientações de profissionais de estética sobre como cuidar da pele e das unhas, que ficam fracas durante a quimioterapia, como se maquilhar e como amarrar lenços na cabeça ou escolher perucas para quem quiser esconder a falta de cabelo.
Além disso, ganham como presente uma "goody bag" com produtos doados por várias empresas da área de beleza.
A ideia não pode ser melhor...a Look Good...Feel Better já existe em 20 países.

18 July, 2009

Doenças Sexualmente transmissiveis, Relaçães de risco

Nas RELAÇÕES DE ALTO RISCO,
COMO É O CASO das
relações com prostitutas ou parceiros desconhecidos:

PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO FAZ-SE SÓ ATÉ ÀS 72 HORAS após relação sexual.
HIV
TRATAMENTO COM ANTIRETROVIRAIS DURANTE 28 DIAS.
HEPATITE B
EM INDIVIDUO VACINADO- faz primeiro análises e só faz reforço se necessário
EM INDIVIDUO NÃO VACINADO
FAZ IMUNOGLOBULINA ESPECÍFICA PARA HEPATITE B. (até à 72 horas)
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Nota: tem que ir a um serviço de urgência que possa oferecer estes kites de prevenção.

01 May, 2009

verduras: lavadas, cozidas e escorridas.



A Proteste revela na última edição um estudo surpreendente, e quanto a mim algo preocupante, no sentido de que contraria a ideia à partida correcta de que as verduras podem ser consumidas sem limitações. E em principio sim, mas, ao que parece, não como nos são vendidas actualmente. Ou melhor, há que ter alguns cuidados com elas.
Assim, segundo a revista, verifica-se que, principalmente os espinafres, têm alto teor em NITRATOS, sendo que, o risco para a saúde se deve à sua transformação em nitritos por acção dentro e fora do nosso organismo, vindo depois a reagir com as aminas, gerando nitrosaminas, substâncias potencialmente cancerígenas.
O excesso de Nitratos deve-se à utilização de adubos, ao tipo de cultura, etc. O limite legal é de 2500μg/Kg, tendo sido detectado valores que chegaram aos 4864/Kg.
O importante desta revelação, além de confirmar o que já suspeitamos (os malefícios dos adubos), é que esta situação pode ser invertida por nós se tivermos alguns cuidados e adoptarmos algumas medidas simples. São elas (caixa da Proteste):
1 Na loja, escolha os legumes mais frescos. Ao prepará-os em casa, rejeite as folhas murchas. Evita assim a transformação de nitratos em nitritos.
2- Prefira legumes da época, para evitar os cultivados em estufas, que tendem a acumular mais nitratos.
3- Elimine folhas externas e nervuras dos legumes(talos), dado estas serem mais ricas em nitratos. Esta operação reduz em 30% o teor em nitratos.
4-Lave com cuidado uma a uma as folhas em água corrente. Desta forma, elimina em parte nitratos e nitritos, compostos muito solúveis na água.
5- Mantenha os alimentos refrigerados, dado as bactérias que convertem os niratos em nitritos se multiplicarem rapidamente à temperatura ambiente.
6- Não reaproveite a água de cozedura dos vegetais- rica em nitratos ( a tendência generalizada é precisamente o contrário) para elaborar sopas ou puré. A cozedura pode reduzir o teor em nitratos entre 20 a 75 %.
7- Não reaqueça legumes cozidos com antecedência, dado que estes aumentam a proporção de nitritos (a ideia da cozer grandes quantidades de legumes e guardar, não parece a melhor..) Varie o tipo de vegetais. Por exemplo, nas saladas use diferentes tipos de alface, inclua tomate, pimento ou pepino.. O feijão verde, a abóbora e a couve de Bruxelas tendem a acumular menos nitratos, é uma boa opção para as sopas das crianças.
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Os valores máximos permitidos nos legumes estão na lei, mas, nem todos os legumes estão especificados. A lei refere-se apenas a: espinafres, alface, enlatados, congelados e alimentos à base de cereais para crianças. De fora ficam todos os outros.
De salientar que, embora em relação aos adultos não haja grandes excedentes em relação à dose diária (a maioria não come muitos legumes), já em relação ás crianças, e isto parece-me importante, uma sopa de legumes verdes feita na água da cozedura corre, de facto, risco de ter nitratos em excesso.
Para este estudo foram colhidas 700 amostras de legumes e os pormenores deixo para o artigo da Proteste.

aí está


Transmissão pessoa-a-pessoa em evolução.
Resta-nos a esperança de que, o facto de ser um virus já conhecido (com algumas alterações) e para o qual já há alguma protecção pela vacina do Inverno passado, torne os casos existentes mais "leves", e que, se detectados precocemente, se tratem com eficácia e a tempo. Existem meios e planos de actuação, é preciso usá-los com tempo e sem alarmismo.
A palavra de ordem é
cortar a corrente dos contactos, evitar as zonas mais afectadas.
evitar aglomerados de pessoas.
recorrer rapidamente a uma instituição de saúde se a suspeita for grande.
Entretanto, foi criado um mapa do Google - por um utilizador, Niman, morador da Pensilvânia, Estados Unidos - que acompanha a evolução da gripe suína em todo o mundo. Até ao momento, o vírus já vitimou cerca de 149 pessoas, todas no México.
O H1N1 Swine Flu Map definiu uma legenda para acompanhar o vírus. A cor rosa é destinada aos casos suspeitos, a roxa para os locais em que a doença já foi confirmada e amarela para os casos negativos.

Quanto a Portugal, aqui ficam as afirmações utilíssimas de Jaime Mina, virologista do Instituto Ricardo Jorge
"Não é uma situação tão grave como a verificada em 1918, que era um vírus completamente novo e não havia nenhuma imunidade cruzada contra ele, e é mais grave do que o vírus do ano passado contra o qual todos tínhamos mais ou menos imunidade", acrescentou.
O virologista admitiu a possibilidade de poderem vir a ser detectados casos de infecção pelo vírus da gripe suína em Portugal, adiantando que o tratamento destes casos pode ser feito com recurso a antivíricos que existem no mercado como o Tamiflu, também usado no tratamento da gripe aviária.
"Se for dado no início o Tamiflu é muito eficaz, daí que Direcção-Geral de Saúde insista para que as pessoas que estão doentes vão rapidamente aos serviços de saúde. Se a pessoa ficar uma semana em casa, o antivírico já não faz nada", acrescentou.
Jaime Nina lembrou que existe "um stock bastante largo" deste medicamento na Direcção-Geral de Saúde para responder a uma eventual emergência.
"No caso de haver uma emergência para além do [Tamiflu] que há no circuito comercial há umas largas dezenas ou centenas de milhares de caixas armazenadas na DGS", disse.
Para já, segundo Jaime Nina a única forma que os médicos têm de distinguir a gripe suína de uma gripe normal é apenas com a informação de que a pessoa em causa esteve numa zona afectada.

O virologista lembrou que "o vírus da gripe não se transmite por via digestiva", sendo seguro continuar a comer carne de porco.
"Aparantemente[o vírus] tem mais apetência pelos humanos que pelos porcos. Está a circular nos seres humanos não há qualquer evidência que esteja a circular nos porcos", disse.
O virologista adiantou ainda que este não é o pior cenário em matéria de gripe, lembrando que a passagem do vírus da gripe das aves, o H5N1, aos seres humanos "seria uma situação muito mais grave" por se tratar de um vírus completamente novo.
"Este não é a as nossas defesas imunitárias, mesmo sem antivíricos, podem defender-se parcialmente", sublinhou.
Lembrou por outro lado, que "a haver um vírus esta é a melhor altura possível" por estarmos no fim da estação da gripe.

"Antes de vir o Verão, altura em que, no hemisfério norte, não há transmissão, o vírus tem muito pouco tempo para se propagar. Depois desaparece de circulação e temos uma série de meses para nos prepararmos e com um bocadinho de sorte em Setembro temos vacinas contra esta estirpe", concluiu.

Influenza, ele de novo.


O virus influenza volta a rondar-nos perigosamente. Se bem se lembram, no caso da gripe das aves , a estirpe em causa era o H5N1. Esta estirpe que atacou agora os suinos e que infectou e matou mais de 100 pessoas no México, é H1N1. . .
Os sintomas provocados por este virus, como se sabe, são muito parecidos com os da gripe comum: febre, dores musculares, cansaço, tosse, diarréia e vômitos. É especialmente virulento e com alta taxa de mortalidade, muito mais que o da gripe humana, é de transmissão rápida, mas é, por enquanto uma zoonose embora já tenha sido detectado o contágio entre humanos; ou seja, neste momento, a transmissão é feita preferencialmente animal--> homem.

O vírus tem características das gripes suínas, aviarias e humanas, mas este formato de mutação nunca foi visto até aos casos no México aparecerem.
As preocupações das instituições de saúde mundiais são, obviamente, as mesmas que em relação à gripe das aves: que surja uma mutação em que a transmissão preferencial seja homem-a-homem, o que com a mortalidade que implicaria, seria uma catástrofe. Sendo conhecida a capacidade (uma das suas principais características) dos vírus em 'se alterar' de modo a contornar a imunidade natural dos infectados, continua a ser um cenário possível e extremamente perigoso, até porque, o intervalo em que surgem as epidemias com transmissão ao homem começa a ser muito preocupante.
Até agora, não foram identificados quaisquer tipos de contaminação em relação ao consumo de carne suína ou os seus derivados, o contágio faz-se por contacto directo com os porcos infectados com o vírus H1N1 ou objectos contaminados que circulam entre pessoas e porcos.

22 April, 2009

importância do controlo da radiação Ultra Violeta



O Instituto de Meteorologia alertou para os níveis de raios ultravioleta (UV) esperados para esta Quarta-Feira em Lisboa, Penhas Douradas, Funchal e Ponta Delgada, que estão a ser «Muito Altos».
Sines, Viana do Castelo, Santa Cruz, Faro, Évora, Coimbra e Bragança são os locais onde o índice será «Alto».
AMANHÃ- QUINTA
Esperam-se níveis "Muito Altos" em Faro, Évora, Sines, Lisboa, Penhas Douras e Funchal
Níveis "Altos" em Bragança, Coimbra, V.Castelo, P.Delgada
SEXTA-FEIRA
Níveis "Muito Altos" só no Funchal
"Altos" em Bragança, Coimbra, Évora, Lisboa, P. Delgada e Sines
Este período entre as 12h00 e as 15h00 será o mais crítico, motivo pelo qual se aconselha a utilização de óculos de sol. Nota: as crianças não devem ser expostas.
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Está demonstrado que a depleção de ozono induzida pelo homem ao longo do tempo conduziu a aumentos significativos na radiação UV nas regiões povoadas. Os raios ultravioletas são perigosos porque os seus efeitos são cumulativos. Além de cancro de pele, a exposição prolongada pode causar lesões oculares, como cataratas. Por exemplo, um estudo do investigador Richard McKenzie, do National Institute of Water and Atmospheric Research da Nova Zelândia, mostrou que que uma redução em 1% no ozono conduz a aumento de 3% em alguns tipos de cancro de pele.
Só a título de informação para medidas futuras, caso contrário não interessa saber estes resultados, a avaliação dos níveis de R-UV nos grandes centros urbanos e turísticos é uma contribuição fundamental da meteorologia para justificar a implementação de uma política pública para o controle da taxa incidência de cancro de pele no País. Exemplos dessa prática em outros países culminaram no desenvolvimento de campanhas que apresentaram bons resultados Exemplos:
As escolas australianas exigem o uso de bonés e protectores solares durante os períodos de recreio e durante o verão os horários de lazer são alterados para períodos de menor insolação. Áreas públicas de lazer, como piscinas e parques, tiveram um aumento significativo de
locais sombreadas. Campanhas publicitárias são divulgadas na publicidade da TV e rádio. E, como uma das contribuições mais importantes, o governo da Austrália retirou os impostos aos protectores solares.
Incontestável, é a necessidade da realização de campanhas mais eficientes e objectivas para promover a diminuição do número de casos de cancro de pele. Para isso, é necessário o apoio dos meios de comunicação como jornais, rádio e TV, de modo que os métodos de prevenção se tornem populares tal como já ocorre em países com políticas públicas de sucesso. Fatos não faltam para justificar essas medidas.
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16 April, 2009

sindrome metabólica

Hoje lembrei-me de vos trazer um conceito relativamente novo que tem efeito directo sobre as doenças cardiovasculares, primeira causa de morte no mundo desenvolvido:


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A Síndrome Metabólica define-se como uma condição em que vários e conhecidos factores de risco cardiovascular aparecem juntos, entre eles a hipertensão arterial, o aumento de colesterol, a hiperglicemia e o acumulo de gordura intra-abdominal, também chamada de gordura visceral ou andróide. Já por aqui falámos um pouco deles individualmente.

Porque é que é importante? É importante por um lado para assinalar a associação da SM directamente com doença cardiovascular, e por outro, referir a responsabilidade pelo aumento da mortalidade geral em cerca de 2 vezes e a cardiovascular em 3 vezes.

O excesso de peso é considerado o principal determinante de risco da Síndrome Metabólica, entretanto, como já é sabido, a distribuição corporal da gordura é mais importante do que seu excesso. A chamada distribuição andróide de gordura corporal, caracterizada pelo acumulo de gordura no tronco e deposito de gordura visceral (órgãos abdominais) é característica dessa obesidade associada à Síndrome Metabólica.
Outro achado decisivo para a Síndrome Metabólica é o aumento do nível de glicose/açúcar no sangue em jejum, consequência da resistência à insulina e resultando em aumento do risco de desenvolvimento de diabetes.
Os outros factores de risco associados, como o quadro indica, são baixos níveis do "colesterol bom" (HDL), aumento de triglicéridos e a Hipertensão Arterial..
Muitos autores consideram ainda a presença da proteínas na urina (microalbuminuria), e ainda, o aumento dos níveis de ácido úrico.
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Se você tiver um destes factores de risco, a probabilidade de sofrer um avento cardiovascular aumenta Se tiver dois, aumenta mais ainda. Se tiver mais, tem uma síndroma metabólica e é bom pensar em fazer algumas mudanças, drásticas, no estilo de vida. Por onde começar??

O factor aparentemente desencadeante de todas as alterações é o aumento do perímetro abdominal. As células que acumulam gordura são metabolicamente activas e têm implicações no aparecimento do resto do quadro, nomeadamente na resistência à insulina e diabetes, HTA, aumento da gordura no sangue etc. Logo, uma intervenção que diminua essa gordura pode prevenir, por exemplo, o aparecimento da diabetes.
Assume aqui particular importância o exercício físico, a dieta pobre em gorduras e açucares, a redução do sal, e como se imagina, a suspensão do fumo e do álcool.
A perda de peso propicia melhora em todos os aspectos da SM, associando-se à redução de mortalidade, em especial a mortalidade cardiovascular. Mesmo pequenas reduções de peso (em torno de 5% a 10%) mostraram-se benéficas. É ainda estabelecido, que o condicionamento físico aumenta a sensibilidade à insulina, diminui os níveis de triglicéridos, diminui a pressão arterial e aumenta os níveis de HDL-colesterol, independente do índice de massa corporal.
Caminhadas ou corridas leves por uma hora diária vão determinar perda considerável de gordura abdominal (visceral) em homens, mesmo sem restrição calórica.
A dieta
O objectivo principal das alterações dietéticas na abordagem da SM é reduzir o risco de diabetes
e doença cardiovascular. Estudos vários corroboram o importante papel do impacto das
intervenções dietéticas na redução do risco cardiovascular. De tal modo que se verificou que
uma dieta com pouco sal foi efectiva em manter níveis de TA adequados após a suspensão
de anti-hipertensivos. Noutros, utilizando dieta pobre em gorduras, em que os participantes foram acompanhados por mais de dois anos, mostraram redução na ocorrência de eventos cardiovasculares. Enfatizou-se também, o consumo de frutas, vegetais, lacticínios desnatados,
grãos, peixe ,frango, restringindo o consumo de carne vermelha, gordura saturada, doces e bebidas ricas em açúcar.
Para sedentários portadores de hipertrigliceridemia e resistentes à insulina (particularmente
aqueles com obesidade central), uma dieta pobre em carboidratos que limita alimentos
ricos em açúcar, como refrigerantes, sobremesas e doces, mas rica em fibras, frutas, verduras e
grãos, é benéfica.
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O post é enorme.... só agora vi.....no entanto, parece-me importante e espero que vos tenha sido útil. E explícito.

Qual é a diferença entre senilidade/envelhecimento cerebral e Dç de Alzheimer?


A demência "da idade", é geralmente da progressiva degradação da circulação cerebral devia à aterosclerose e que leva ao surgimento de alterações cognitivas, ou seja, alterações relacionadas ao raciocínio, à memória, à percepção etc. Algumas lesões vasculares, geralmente pequenos infartos cerebrais(pequenas tromboses) por obstrução de uma artéria de pequeno calibre, são aparentemente silenciosas. Entretanto, esses infartos silenciosos podem justificar alterações cognitivas importantes em pacientes idosos, seja por si só ou em combinação com outros problemas . Os sintomas principais são a deterioração intelectual, deficit de memória recente e desorientação no tempo e no espaço, sem que haja um comprometimento do nível de consciência (ou seja, o indivíduo permanece alerta). Pode haver alterações do comportamento e do humor, perda de vários aspectos da linguagem, do juízo crítico e da capacidade de abstracção, além de desinteresse pelo ambiente e por si próprio (higiene, vestuário etc.).

A de Alzheimer, é uma doença do sistema nervoso central, bem mais incapacitante e geralmente de degradação rápida até à dependência para actividades normais.

Como reconhecê-la?
A Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer tem 10 simples sinais de alerta para doença de Alzheimer. São eles:
1. Perda de memória
É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde.

Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.

2. Dificuldade em executar as tarefas domésticas
As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição.

O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.

3. Problemas de linguagem
Toda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa.

Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.

4. Perda da noção do tempo e desorientação
É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos.

Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.

5. Discernimento fraco ou diminuído
As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos.

Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.

6. Problemas relacionados com o pensamento abstracto
Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos.

Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.

7. Trocar o lugar das coisas
Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves.

Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.

8. Alterações de humor ou comportamento
Toda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando.

Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.

9. Alterações na personalidade
A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade.

Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.

10. Perda de iniciativa
É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa.

Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.

09 April, 2009

Ajudar a pele.



Bronzeado mais bonito, homogéneo e duradouro.
Agora que chega o bom tempo, o sol e a vontade de adquirir aquele tom canela que nos dá um aspecto mais bonito e saudável, é tempo de aproveitar todos os raiozinhos de sol.
Muitas vezes, nas primeiras exposições, a pele fica com um aspecto mais queimado, ou manchado do que propriamente bronzeado. E o pior: dura pouco. A pele não estava ainda preparada para adquirir um tom uniforme e estável.
Como podemos ajudar a nossa pele?
O bronzeado produz-se na camada mais superficial da pele, chamada epiderme, que contem a melanina- pigmento cujo objectivo é proteger o corpo do excesso de exposição solar.
Os beta carotenos são substancias que ajudam a produzir vitamina A, que por sua vez contribui para a síntese da melanina. Deste modo, o organismo protege a pele da agressão provocada pelo sol e do consequente envelhecimento prematuro. Porque é que é importante? Porque os danos produzidos pelo sol são os mais difíceis de tratar.
Podemos ajudar a pele a formar uma melhor camada de pigmento? Sim.
Para uniformizar o bronzeado, torná-lo mais duradouro e até potenciá-lo, há um truque simples com pequenas mudanças na dieta: consiste em ingerir "kilos" de alimentos ricos em beta-carotenos.
São eles: todas as frutas e legumes alaranjados ou vermelhos por exemplo, tomate, cenoura, beterraba, abóbora, morangos, cerejas, manga, papaia, melancia, laranja, etc.
Nota: o excesso de consumo, se não for acompanhado de exposição solar, pode dar à pele um tom alaranjado característico e menos bonito. Portanto, para que resulte, é necessário comer os alimentos, mas não só; é preciso apanhar sol.
Vit A- é, por excelência, a vitamina da pele. Sempre que esta se encontra mais baça, mais irregular ou com menos brilho, pode fazer um pequeno tratamento com um suplemento (vende-se nos supermercados), mas, praticamente todos os legumes verdes são ricos nesta vitamina e fazem excelentes pratos de verão. É uma segunda ajuda importante.
Nota final: para que a pele e o bronzeado se mantenham bonitos e a pele com um aspecto aveludado e macio, é necessário não esquecer a hidratação. Creme "aos montes" depois do sol.

07 April, 2009

Pasteur e o inicio da pasteurização


Hoje, quando tossimos em público, temos o hábito de colocar a mão na boca. Não é apenas por boa educação, esse pequeno gesto generalizou-se no início do séc. XX, depois do cientista Luís Pasteur ter descoberto anos antes que os micróbios se podem transmitir entre as pessoas apenas pela tosse.
A segunda metade do séc. XIX foi o primeira grande época das descobertas científicas na química, medicina e principalmente biologia – e contou com um número considerável de grandes investigadores que transformaram o mundo, até aí pasto de mortíferas e inexplicáveis doenças. No séc. XX, as vacinas, os antibióticos e as anestesias permitiam que o sofrimento físico da humanidade fosse significativamente reduzido- hoje, esquecemos como eram comuns epidemias que devastavam números astronómicos de pessoas em vastas regiões dos continentes europeus, africano e asiático, às portas do séc. XX.

Na base da cura de doenças epidémicas estiveram investigações e estudos levados a cabo, na maior parte dos casos, não por médicos mas por químicos. Luís Pasteur nasceu no Leste de França, fez o doutoramento em Ciências em 23 de Agosto de 1847, apenas com 25 anos, depois de se ter distinguido como bom aluno nas Cadeiras de Física, Matemática e Química.
Nesse tempo a ignorância sobre as bactérias era grande e não se sabia que estavam espalhadas no ar, por todo o lado. O médico húngaro Ignaz Semmelweisse, nesse mesmo ano aconselhava todos os médicos a lavarem bem as mãos com água e sabão. Esse simples gesto fez decrescer significativamente o número de parturientes que sucumbia, devido a febres contraídas logo após o parto, provocadas por germes. Mais tarde Pasteur estudaria também os efeitos dos micróbios (termo que data de 1878) causadores das febres puerperais.
Porém, Pasteur ficou sobretudo famoso pela descoberta da vacina contra a raiva, em particular pela circunstância de estar em risco a vida e uma criança.
É mundialmente conhecido o caso do rapazinho alsaciano de nove anos, José Meister, que, em Julho de 1885 foi mordido catorze vezes por um cão com a doença da raiva. A mãe suplicou a Pasteur que lhe salvasse o filho. Até à data ninguém sobrevivera a estas mordeduras. O cientista esteve hesitante, porque ainda só testara a sua vacina em animais e era um risco enorme experimentá-lo num ser humano- se o rapaz morre depois de vacinado? Como as hipóteses de sobrevivência sem vacina eram nulas, arriscou. Luís Pasteur era químico e hoje diríamos biólogo, mas não era médico, por isso não podia ser ele a ministrar a vacina sob pena de ser processado. Pediu então ao dr. Grancher, seu assistente que o fizesse. Sessenta horas depois de ter sido mordido, José Meister recebeu a primeira de 12 injecções anti-raiva, que lhe foram sendo injectadas uma após outra sob apertada vigilância. Família e cientistas aguardaram várias semanas. Por fim o jovem sobreviveu. Este jovem ficou para sempre agradecido a Pasteur e deu mesmo a vida por ele... A repercussão do sucesso da vacina anti-rábica foi tal que a Academia das Ciências desenvolveu um projecto para criar uma instituição de investigação (futuro Instituto Pasteur) que foi bem acolhido no estrangeiro, tendo o próprio czar Alexandre III contribuído com cem mil francos. Pasteur foi admitido como membro da Academia de Medicina, em 1873 e em 1882 na Academia Francesa, prestigiadas instituições.
Em 1940, na 2ª Guerra Mundial, quando as tropas de Hitler invadiram a França, um grupo de militares quis forçar a entrada do Instituto Pasteur, onde repousam, numa cripta os restos mortais de Pasteur. José Meister era o responsável pela segurança e, ao verificar que não conseguia impedir os nazis entrassem, suicidou-se (os cientistas nazis tinham a paranóia de estudar os cérebros de pessoas consideras génios). Mas o cérebro de Pasteur não foi roubado.
Luís Pasteur já entrara na História pela sua descoberta, mas o seu contributo para a Humanidade foi muito maior. O estudo da fermentação levá-lo-ia a descobrir o porquê dos vitivinicultores, de diversas zonas do seu país verificarem, com tanta frequência que os seus vinhos se transformavam em vinagre, sendo uma enorme perca para a economia francesa. E isto passou a ser particularmente grave a partir de 1860, depois de assinado o tratado comercial entre a França e a Grã-Bretanha, por se verificar que grande percentagem dos vinhos não resistiam à viagem, estragando-se irremediavelmente. Nessa época a França produzia 50 milhões de hectolitros de vinho por ano. A perda do precioso líquido era uma calamidade. O imperador Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte) pediu a Pasteur que investigasse o porquê da fermentação do vinho e proporcionou-lhe as melhores condições de trabalho, equipando laboratórios para que o grande químico pudesse dedicar-se inteiramente a essa investigação. Foi criado, em 1867 o laboratório de físico-química expressamente para Pasteur, na Escola Normal Superior. Depois de aturados estudos o cientista descobriu que submetendo o vinho a um aquecimento elevado durante alguns segundos, e logo de seguida, a um repentino abaixamento da temperatura a menos de dez graus, matava os germes que alteravam os líquidos. Este sistema foi depois utilizado na cerveja e vinho, daí o termo «pasteurizado» que todos conhecemos.
Pasteur aos 46 anos é vítima de uma trombose que lhe paralisou o lado esquerdo do corpo, mas continuou a trabalhar, mas sabe-se que o cientista era difícil no trato com os colaboradores. Um deles queixava-se. «É uma excelente pessoa, excepto quando trabalhamos com ele. Aí, é inflexível e autoritário».
Por essa época o médico e cientista Robert Koch (1843-1910), prémio Nobel da Medicina em 1905, descobriu, com base nas investigações de Pasteur, que o germe do antraz (doença grave detectada primeiro nos animais e de fácil propagação aos humanos) poderia ser estudado em laboratórios.

Koch descobre a cura da tuberculose, cujo agente foi conhecido como «bacilo de Koch.» Mas Pasteur também tinha as suas intolerâncias e não quis trabalhar com Koch, porque este, além de alemão, tinha sido militar e lutado contra a França na sangrenta guerra franco-prussiana entre 1870-1871.
Pasteur passou a usufruir de uma pensão dada pelo governo de Napoleão III, a partir de 1887. Sempre a trabalhar em 1882 descobre a cura do carbúnculo. Aos 70 anos recebeu da III República Francesa uma grandiosa homenagem, na Sorbonne, estando presentes representantes dos Governos de Itália, Rússia, Suécia, Alemanha e Turquia. Deve-se à rainha D. Amélia de Orleães e Bragança, de origem francesa teve a iniciativa de abrir em Portugal o primeiro Instituto Pasteur.

consulta AQUI

Na boca do povo

Herpes simplex, ou Herpes Labial.



Como aparece? O que fazer?
Uma grande parte das pessoas já teve, ou se não teve, tem grande possibilidade de vir a ter. É um vírus de grande prevalência na população em geral e manifesta-se quando o organismo por qualquer motivo se encontra mais frágil.
Começa com uma comichão discreta acompanhada de um leve ardor no lábio. Estes são os primeiros sinais de que a saga está para vir. Segue-se a vermelhidão, as vesículas e a dor, posteriormente a crosta enorme acrescidos do desconforto que acompanha penosos movimentos simples como comer, conversar ou sorrir, passando pelo constrangimento de exibir uma ferida que todos sabem que é contagiosa numa sociedade em que, por exemplo, as pessoas se cumprimentam com um beijo. Uma via-crucis que irá perdurar por cerca de sete longos dias. Quem já teve uma crise de herpes conhece bem.
Calcula-se que Cerca de 90% da população já tenha tido contacto com o vírus , mas apenas de 10 a 15% manifestem os sintomas. Parte das pessoas contrai vírus na infância, por meio do contacto com gotículas de saliva — haja beijocas ou brinquedos contaminados--. Já na idade adulta, a transmissão costuma ser, literalmente, boca a boca; é feita por contacto oral, anal, genital, incluindo masturbação, beijos ou qualquer contacto pele-pele que permita a transferência de fluidos do corpo, além de talheres e copos recém contaminados.
O vírus mantém-se alojado no organismo para sempre e manifesta-se conforme as características e as defesas de cada um. Pode ir de uma vez, a primeira, e nunca mais voltar, até centenas/várias vezes por ano. Factores diversos estão implicados na recorrência, como fadiga, transtorno emocional (depressão, por exemplo), stress, luz solar em excesso ou tudo aquilo que puder representar cansaço e baixa de resistência ou debilidade. Em casos de imunodeficiência importante, estas manifestações podem ultrapassar a lesão labial e afectar outros orgãos chegando nomeadamente às meninges ou ao cérebro- meningite/encefalites herpéticas. Esta evolução é raríssima em indivíduos imunocompetentes.
Depois da primeira infecção, os vírus do herpes migram pelas células nervosas até aos chamados gânglios neuronais, onde entram numa fase de latência, ou seja, ficam num estado inactivo em que não provocam doença. Estão a aguardar o aparecimento de condições favoráveis para poderem de novo replicar-se e provocar a doença.

O que fazer??
Regra geral, medidas gerais, ou "caseiras", sendo que o mais importante é NÃO CONTAMINAR.
Na fase em que a pele arde e se sente prurido, antes que as vesículas (bolhas) ou a ferida apareçam, é a fase em que vale a pena plicar uma pomada antiviral. Há algumas no mercado, mas é preciso ter em atenção que esta fase dura, ás vezes, menos de um dia. A partir daí, quando já se nota uma vesícula pequena, e isto pode ser literalmente em horas, já não faz rigorosamente nada (além de ser cara). Nota: em casos mais graves, ou extensos, ou em imunocomprometidos, pode justificar-se terapêutica anti-retroviral em comprimidos. Mas isso são a minoria.
Nas situações mais simples e comuns, a regra é: haja paciência.
Cuidado com uma coisa importante: as vesículas estão cheias de vírus e são extremamente infecciosas.
Apesar de todos os cuidados, as vesículas rompem-se e juntam-se, ocasionando uma grande ferida com secreção. O vírus pode facilmente ser transmitido a outras pessoas durante este estágio. Não se deve manusear a lesão pela possibilidade de contaminar as mãos e consequentemente outras partes do corpo (se esfregar os olhos depois de tocar a ferida do Herpes Labial poderá, por ex, vir a provocar uma infecção ocular grave ) e também outras pessoas. Higiene com água e sabão continuam a ser o tratamento indicado.
Aplicar gelo sobre as lesões é uma das dicas mais eficazes. A temperatura fria alivia a dor, inibe a replicação viral e auxilia na recuperação. Abrevia de modo significativo o tempo de cicatrização.
Lavar as lesões com água e sabão, como já se disse, que é um excelente desinfectante, e aplicar uma pomada cicatrizante á noite (pomadas com Vit A-as brancas compactas).
A ferida começa então a secar e sarar. Inicia-se a formação da crosta e a cicatrização. Nunca se deve remover crosta da ferida, pois o tecido abaixo ainda não está totalmente cicatrizado além da possibilidade de ainda estar contaminada.
Continuar a fazer higiene local e uso da medicação indicada pelo médico, se necessário.