19 October, 2007

gordo sim, barrigudo nunca



Um relatório, que foi endossado pelo governo britânico e compilado por 250 especialistas do Foresight Programme (ligado ao departamento governamental para Ciências), começa a ser considerado o maior estudo já feito no país sobre obesidade e aponta para uma Grã-Bretanha imersa numa crise que pode levar até 30 anos para ser revertida.
Se o número de obesos continuar a crescer, estima-se que 60% dos homens, 50% das mulheres e 25% das crianças britânicas serão obesas em 2050. Actualmente, um quarto da população adulta sofre de obesidade.
O impacto sobre o sistema público de saúde também será dramático, como aponta o levantamento.
De acordo com cálculos feitos pelos pesquisadores, serão necessários 46 bilhões de libras adicionais para cobrir gastos com tratamentos de doenças como diabetes, infartos do miocárdio e outras doenças ligadas à obesidade (no estudo reconhece-se que, os indivíduos não são os culpados por desenvolverem obesidade, mas sim “uma sociedade que prioriza o consumo de comidas baratas, ricas em açúcar e gordura, o uso de transportes motorizados e trabalhos sedentários”).
Como se calcula o risco?
O risco cardio-vascular é normalmente calculado a partir do perímetro abdominal, método desenvolvido por companhias de seguros, como tantos outros relacionados com diminuição da esperança de vida (pex., o uso de capacetes pelos motociclistas)
Em Portugal, calcula-se que sete em cada dez portugueses tenha um IMC(Ind.MassaCorporal) elevado e um em cada seis tenha perímetro abdominal aumentado. Ambos são factores de risco de doenças coronárias. O conhecimento científico mais recente aponta para que seja prestada atenção especial à obesidade abdominal. Esta é devida à acumulação de gordura à volta e dentro das vísceras abdominais, tais como o fígado. Ora esta gordura intraabdominal é constituída por células, os adipocitos que são verdadeiros órgãos endócrinos, por pro d u z i rem substâncias
tóxicas para o nosso coração, artérias e pâncreas. Para além de estimularem o desenvolvimento de factores de risco cardiovascular, como a hipertensão arterial, um colesterol de alta densidade baixo (a fracção boa do colesterol), os triglicéridos elevados, e a tendência para o desenvolvimento de diabetes, estas toxinas têm um efeito pró-aterogénico directo na parede arterial. A medição do perímetro abdominal constitui, um método
simples e rápido para diagnosticar a presença de gordura intra-abdominal em excesso, dado que os dois se correlacionam intimamente entre si. A presença de um perímetro abdominal, superior a 102 cm no homem e a 88 cm na mulher, medido ligeiramente abaixo do umbigo, com o indivíduo em expiração ligeira, é o elemento mais importante para fazer o diagnóstico de "síndrome metabólico". Ou seja, pior que ser gordo, é ser barrigudo- é aí que se concentra a adiposidade (gordura) com maior índice de toxicidade para o sistema coronário. Os indivíduos assim identificados estão em risco elevado de eventos cardiovasculares, pelo que requerem uma intervenção para reduzir esse risco, que passa em primeiro lugar pela adopção de uma alimentação saudável e de actividade física regular.
Fonte: BBC e saúde-cardio.net]

Contra Capa

2 comments:

blimunda sete luas said...

Passei a visitá-la com regularidade. Aprendo sempre qualquer coisa com os seus posts!

Cumprimentos.

joão severino said...

Através do Corta-Fitas cheguei ao seu blogue. Gostei muito. Parabéns